Ser Palerma também já nao é assim! - Laura Macedo



Daqui e dali rosnam impropérios contra quem não levou os angolanos a enfrentarem um exército comandado por gente que não é pessoa de facto.


Uma parte destas pessoas almejava poder fazer um retorno ao País em grande depois de terem visto serem-lhes cortados os tentáculos com que sugavam a maior parte dos "bisos" onde o lucro estava sempre garantido enquanto outros que, tapando-se com as mãos, almejavam o título de heróis com o correspondente posto e beneces pela luta que encetaram pela alternância.



Fisioterapia ao domicílio com a doctora Odeth Muenho, liga agora e faça o seu agendamento, 923593879 ou 923328762


Ora vejamos:

- quantos votantes têm acesso à internet?

A maior parte dos votantes não tem como estar sentado nas redes sociais e seguir este ou aquele que acha poder influenciar o trabalhador desempregado que sai todos os dias para procurar arranjar uma refeição para os seus, portanto não tem verba nem telefone que lhe permita tal feito. Estes que nenhum de nós lhes conhece os pais.


Não nos iludamos.


Os votos, quer em Luanda como nas outras províncias, foram ganhos no chão  palmilhado por pessoas e em tempo real.

Foram milhões de votos de confiança depositados nas urnas que não contaram para nada porque quem conta reverteu os pontos. 


Temos todos de deixar de ser Palermas e assumir que ou lutamos todos ou cada um safa-se como pode. Perdemos uma oportunidade única para termos o que poderia ser considerado um marco nas nossas vidas porque todos esperamos que outros morressem por nós.

Estavamos todos à espera que "aqueles lá" nos empurrassem para a vitória final; estávamos todos à espera que "aqueles lá" se perfilassem na linha da frente sob o apito daquele outro para, se desse para o torto, termos a quem apontar nosso dedo acusador.


Onde andavam os influenciadores digitais que ganharam as eleições que não souberam mobilizar com a mesma pujança para que os "carneiros" saissem à rua e assim recebê-los com as honras que se acham com direito?


Vivem à grande e a francesa pelas terras onde colocaram "seus" frutos, passeiam-se pela Europa exibindo luxos não trabalhados,  exibem-nos todos os dias fotos que, afrontando os miseráveis com que somos obrigados a conviver, dizem que pensam o País. Claro que pensam o País, o Pais das Alices e suas Maravilhas onde o pobre, verdadeiro proprietário da maior % das riquezas, só vale se lhes serve.


Quem morreu nas lutas de libertação não foi Holden, Neto nem Savimbi. Quem morreu foi o desgraçado a quem foi vendido um sonho nunca realizado. Quem morreu foi o pai daquele menino que hoje, homem feito, continua um iletrado sonhador. É a este homem que os iluminados pediam que fossem morrer por eles novamente?


Cada vez mais me fascina a Batalha de Aljubarrota  onde o Rei e seus Nobres, ladeados por aqueles que pretendiam com a victoria ganhar um Feudo sob sua tutela, iam para o campo de batalha sempre na dianteira e com suas espadas em riste ganhavam o direito de continuar a explorar os pobres coitados a quem incutiam um sonho.


Aqui, o "Rei", recusou-se a sacrificar os rotos esfarrapados e que, nus, já morrem por dá-cá-esta palha e não fez a vontade aos defensores da liberdade de recuperação dos seus Feudos. Por isso gritam de maneira desenfreada se apelidando como príncipes e princesas da revolução.

Quem era "o Rei" passou rápidamente a incapaz porque os viram seus intentos fracassados e a rentree adiada.

Que aos "Rei" e seus "Nobres" guerreiros sirva de lição. Nem todos prestadores prestam.


Angola não sobrevive pelos mundanos que nos impingem.


Deixem de ser Palermas.




Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários