Milonga junta-se a outro CAMALEÃO



Alguns membros do MPLA – e seguramente não só – têm fortes motivos para odiarem as redes sociais. 
Desde o seu advento, as redes sociais têm  perenizado o que muitos já não se lembram de algum da terem dito ou feito. 
Tal é o caso de Norberto Garcia a quem, amiúde, as redes sociais recordam aquela imagem em que, no auge do eduardismo, cozinha uma feijoada com o caríssimo champagne moet Chandon, ou aquelas declarações em que se cita a si próprio dizendo que “costumo dizer que seria bom que nós tivéssemos uma réplica de vários  José Eduardo dos Santos.

 Se nós neste país pudermos reproduzir isso, vai ser um feito muito importante, porque é um filho muito raro e ainda bem que ele nasceu na pátria e solo angolano. (…) Eu penso que esta liderança é uma liderança equilibrada, certa, consequente, esclarecida e é a liderança que os angolanos precisam e vão precisar por muito tempo”.
José Eduardo dos Santos dos Santos morreu no dia 8 de Junho em Barcelona e foi sepultado a 29 de Agosto em Luanda. Não consta que a Norberto Garcia, actual director do Gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa de Segurança do Presidente João Lourenço, alguma vez tivesse reclamado ou se ressentido da ausência da liderança de José Eduardo dos Santos…
Outro também a quem as redes sociais recordam palavras de que, com certeza já se arrepende, é o jurista e jornalista Milonga Bernardo.



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Num desabrido desabafo com Miguel Neto, o Nível, em data que as redes sociais não registam, Milonga Bernardo dizia que “nós fomos governados por gente não patriota, por gente que não são cidadãos. Gente que tratou o erário como se fosse uma pizza e fez um take away”.
Embalado, o então “revu” Milonga pergunta-se: “qual é o país que temos hoje?” E ele próprio responde: “um país mutilado em todos os sentidos, essa criminalidade que hoje nós notamos muitas pessoas estão na criminalidade porque são vitimas desses gananciosos que estiveram no poder, essa gente que açambarcou tudo e mais alguma coisa, que nos colocaram no desterro mesmo quando estamos na nossa terra. É uma condição humilhante e é importante que as nossas lideranças políticas compreendam que muitas vezes o povo, para além do arroz, precisa de um abraço! E que ninguém deve estar acima da lei, o que acontece um pouco nesta vertente é o facto de nós ainda não termos um sistema judicial que é totalmente livre. Nós temos um sistema judicial que ainda vai à reboque do poder político, quando falam aqui da separação de poderes nós não temos uma verdadeira separação de poderes. 

Formalmente, nós temos um poder legislativo, executivo, e judicial. Mas, materialmente, temos um poder executivo que manda e influencia e em determinados momentos determina a dinâmica do poder judicial e legislativo, e quando isso acontece quando não se está diante de uma verdadeira separação de poder corre-se o risco de termos aqueles que se arrogam como estando por cima da lei, porque num verdadeiro Estado democrático e de Direito não deve acontecer”.
Ironia das ironias: Milonga Bernardo é hoje membro do Comité Central do MPLA e deputado por esse partido. A tal “gente não patriótica”, que  açambarcou tudo e mais alguma coisa”, que desterraram os angolanos na sua própria terra, são as mesmas pessoas com as quais o antigo “revú” hoje partilha a condução dos rumos do país.
E desde que Milonga Bernardo se “converteu”, não há notícia de que o sistema judicial deixou de andar “à reboque do poder político” ou que o país já tem “um sistema judicial que é totalmente livre”.”
Tal como Norberto Garcia por certo que agora gostaria de ter várias réplicas de João Lourenço, com Milonga Bernardo no Comité Central do MPLA e na bancada parlamentar do “Partido”, milhões de angolanos  continuam
 “na criminalidade porque são vitimas” dos mesmos “gananciosos” que dirigem o País há respeitáveis 47 anos.
Em suma, Norberto Garcia e Milonga Bernardo são troca tintas profissionais.
Está visto que, se dependesse exclusivamente desses “camaradas”, que dançam não de acordo com as suas convicções, mas em conformidade com a direcção do vento, as redes sociais teriam sido imediatamente extintas.

A frequência com que membros do MPLA dão o dito pelo não dito ou, mais exactamente, se adequam ao contexto com a mesma facilidade e rapidez com que o camaleão o faz por certo que não está a passar despercebida do líder.
Aclamado por alguns como um exímio xadrezista, João Lourenço deve, seguramente, registar os constantes movimentos dos seus homens.


Correio Angolense 




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