MEU ESTADO DA NAÇÃO- Hitler Samussuku



Na sequência das eleições gerais de Agosto de 2022, os angolanos encontravam-se divididos entre a continuidade e a ruptura ou o desespero e a esperança. Tanto os do primeiro grupo como os do segundo depois das eleições passaram a estar todos desesperados, sobretudo, no que diz respeito ao futuro. As instituições que já não gozavam de credibilidade passaram a ser mais detestadas ainda. A CNE pelo facto de conduzir um processo eleitoral recheado de vicio , deixando milhares e milhares de mortos na base de dados e excluíndo milhares de jovens que poderiam votar pela primeira vez; o Tribunal Constitucional que é presidido por uma militante do MPLA conferiu legalidade para o seu Presidente; as forças de segurança optaram por intimidar o soberano povo angolano com um desfile militar a troco de um aumento salarial na ordem dos 6%; a comunicação social caminha de mal para pior. Outrossim, as duvidas sobre os resultados eleitorais prevalecem nas conversas quotidianas. 



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Como foi possivel a CASA-CE com todo seu aparelho administrativo e representação em todas as provincias de Angola sair de 16 para zero deputados? Como é que a Bela, o Benedito e o Simbi conseguiram 2? A INDRA sabe manipular bem. Ora se não vejamos, em 2008 o MPLA ficou com 81%, em 2012 ficou com 71% , em 2017 ficou com 61% e em 2022 ficou com 51%. Parece que estamos perante a uma ciência exacta...mesmo o facto da UNITA obter 90 deputados e os outros dois, dois, dois alguma coisa foi pensada aos pormenores para permitir a governação sem apoio da oposição. Os dias pós eleitorais foram de muita tensão, raptos, detenções arbitrarias, ameaças e repressão. O povo angolano continua a ser vitima de todo esse sistema apodrecido. A Oposição não foi capaz, o governo continua a dar mostras de que a vida continuará estagnada. A pobreza, o desemprego, a falta de habitação , o deficitario sistema de saúde continuará a tomar conta da situação. Desejava-se mudanças, mas elas não aconteceram porque os Estados Unidos ainda confiam no MPLA. A União Europeia confia no MPLA. 


Não foi atoa que os que antes apresentavam argumentos de neutralidade face aos conflitos entre a Russia e a Ucrania hoje passaram para o lado do Ocidente desfazendo parcerias históricas em nome da manutenção do Poder. Os Estados Unidos e a União Europeia ganham muito com o Estado angolano a funcionar como terra de ninguém...onde todos podem explorar , exceptuando o soberano povo angolano que sofre a cada novo dia. Desejamos mudanças na ordem politica por via da alternância, desejamos a institucionalização das Autarquias Locais, a separação dos Três Poderes e a Reforma Sistematica do Estado à luz da despartidarização. Os angolanos já sofreram muito durante a colonização portuguesa de 500 anos...mais 50 anos parece que fomos condenados a sofrer, mas não há mal que sempre dura. Temos oportunidades de construir um país com igualdade para todos sem distinção de raça e filiação política...ou muda-se a bem ou mudar-se-a a mal. 




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