O FENOMENO DE INCLUSÃO NAS LISTAS DE DEPUTADOS



As  listas de candidatos a deputados pela UNITA, se comparadas  aos do  MPLA, podemos dizer que, o maior partido da oposição apresentou uma lista com  mais inclusão política do que social. Apresentou pessoas que não tem  militância a UNITA, como Francisco Viana que é filho de um histórico do MPLA,   a empresaria Irina Diniz que é próxima ao partido que gere o governo, e também trás acadêmicos como o cientista Paulo Faria (notabilizado em meios acadêmicos no exterior).  Traz  também os   “revus” , que  há mais de 10 anos fazem contestação política (fora dos  partidos)  lutando por valores democráticos como a instauração efectiva  de um Estado de direito, e de eleições isentas de irregularidades. 


Na  vertente social a referida lista traz insuficiências quanto a cota universal dos 36% dos lugares para as mulheres. A UNITA, não  atingiu esta cifra para as suas futuras deputadas. As suas listas,  a nível do circulo nacional as mulheres estão com representação a   26%. 





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Também faltou inclusão expressiva  de minorias como os portadores de deficiência física e de albinismo que tem desencadeado uma campanha por mais inclusão. Adão, polítologo e  ativista pela inclusão das pessoas com deficiências rejeitou fazer partes destas  listas por entender que o seu nome estava numa posição pouco elegível e que para si, representava exclusão ou instrumentalização. Apesar de a UNITA ser o primeiro partido angolano a ter um portador de albinismo no centro do poder parlamentar, desta vez não renovou. Tem novamente o  deputado e professor  Manuel Savihemba mas como suplente.  Era importante que os partidos se juntassem a estas causas convidando mais  ativistas sociais para que entrassem na casa das leis por via das suas listas de candidatos.  Era importante que fossem eles (estas minorias), a defenderem no parlamento as sus próprias causas. 


Angola, por exemplo tem poucos albinos no centro do poder decisão (político,  militar, judicial -  Há em Angola uma procuradora de nome Djamila). É do interesse da associação dos albinos de Angola que possam fazer partes das estáticas (do INE) como acontece com os albinos do  Brasil. Angola, tem mais de 100 mil efectivos da polícia mas nesta corporação há apenas 4 efectivos albinos (um intendente, dois inspectores, e uma senhora agente).


José Gama




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