FPU. A cabeça de Adalberto Costa Júnior está a prêmio- Nelson Francisco Sul



A direcção da UNITA, reunida, em dois dias [hoje e amanhã], com os seus secretários provinciais e partidários do BD e do PRA-JA, analisa os termos do pacto político do que poderá vir ser a Frente Patriótica Unida -FPU. É certo que a política é feita de alianças, o que implica acordos, mediante atribuições de pastas ministeriais e lugares elegíveis na lista de candidatos a deputados. Mas reflitamos o seguinte:


Ponto 1. 


Imaginemos um cenário em que a UNITA não ganhe as eleições gerais, mas que consiga eleger 80 deputados, sendo 15 destes oriundos da hipotética aliança, com o Bloco Democrático, PRA-JA e entidades independentes. Em princípio, se quisermos ser pragmáticos, num cenário como este não haverá garantia nenhuma de que estes 15 deputados venham a obedecer as orientações de voto da direcção da UNITA. Isto significa que, nos próximos cinco anos, se a UNITA quiser fazer uma oposição à altura, terá de empreender um enorme jogo de cintura, sob pena da aliança desmembrar-se. Que preço a UNITA estará disposta a pagar para a manutenção da coesão e estabilidade desta aliança? 




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Ponto 2.


Vejamos o que diz o ponto 4 do artigo 61.º dos Estatutos da UNITA: O Grupo Parlamentar do Partido e os seus deputados  individualmente devem, em todas as questões políticas, conformar-se com a orientação fixada pelo Presidente do Partido. 


Assim sendo, a pergunta é: ao serem eleitos na lista da UNITA, a quem os partidários do BD e do PRA-JA poderão receber orientação e obedecer politicamente?

 

Ponto 3.


Atendendo o facto de as alianças serem suscetíveis a mutações, porque dependem sempre dos interesses num dado momento, imaginemos, ainda, um cenário em que, alegando qualquer coisa, os 15 deputados deixem cair o pacto político da FPU e criem uma "bancada parlamentar ad hoc"', a exemplo do que ocorreu na CASA-CE? 


Ponto 4.


A UNITA e Adalberto Costa Júnior já sabem que fórmula para enfrentar estes cenários? Estarão a analisar, minuciosamente, as consequências futuras e a descrença dos cidadãos num eventual colapso parlamentar da FPU?


Vou ser directo. Das lições a que assisti, face à realidade da nossa política doméstica e outras que nos são muito próximas, como Portugal e Brasil, não há aqui rodeios a dar. A FPU é uma ótima aliança para o marketing político, para o discurso político externo e para dar uma ideia de unidade entre os partidos na oposição na sua luta pela queda do partido do Governo, o MPLA, mas que, na prática, não vai funcionar. Tudo é muito bonito do ponto de vista do discurso e da intenção. Mas, não ganhando as eleições, arrisco-me a dizer que a cabeça de Adalberto Costa Júnior estará a prêmio...




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