A ÁFRICA, ENTRE A DEMAGOGIA, O AUTORITARISMO E A DEMOCRACIA-Alcides Sakala


Alguns líderes africanos afirmam que a democracia é uma imposição do Ocidente aos povos do continente berço da humanidade. Outros consagram-na nas respectivas Constituições, mas negam aplicá-la na sua plenitude, desviando-se dos princípios da sua universalidade, violando sistematicamente  uma das exigências mais importantes do exercício democrático que é a transparência eleitoral. Procedem dessa forma para se manterem no poder por meios demagógicos e fraudulentos. 


Por essa razão, em África, as eleições sem transparência transformaram-se numa fonte de violência, legitimadora de conflitualidade cíclica, males que só uma verdadeira democracia pode sarar.



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Perante estes desafios, o ano de 2022, revela-se como palco de intensas lutas políticas  pela afirmação da democracia e da alternância política. De facto, na generalidade, os povos africanos, sedentos de mudança, deparam-se com muitas injustiças sociais em cada esquina de suas vidas. Continuam vitimas do autoritarismo,  governados por elites  autocráticas, promotoras da corrupção e das injustiças  sociais,  do nepotismo, do tribalismo, da intolerância política, da partidocracia e fraudes eleitorais, num contexto de fraco desempenho das instituicões do Estado, sequestradas por essa classe dirigente. Sequiosos pela manuntenção do poder, não hesitam em usar a força para reprimir o desejo de mudança que, felizmente, se consolida,  paulatinamente, na consciência nacional dos povos africanos. 


Segundo o Centro de Estudos Estratégicos Africanos, prevê-se, para este ano de  2022, a realização de eleições legislativas e presidenciais, em vários países africanos, entre os quais a Líbia,  Gambia,  RDC,  Senegal,  Lesotho, São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné Equatorial, Tunísia, Somália, Mali, Quénia e Chade.  


Segundo o Centro de Estudos atrás referido, estas eleições vão procurar  “ restaurar o processo democrático”, para início de um novo ciclo, na perspectiva da alternância política, interrompido por golpes de Estados, conflitos armados e autoritarismo. 


Nesse contexto, as forças políticas africanas, progressistas e democráticas devem unir-se numa frente comum pan-africana para exigir dos  respectivos governos e organismos internacionais, continentais e regionais, justiça e transparência eleitoral, e observação internacional credível. O exemplo dos processos eleitorais da Zâmbia e do Malawi são um aprendizado e um indicador de sucesso para as forças na oposição em África.



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