O GRUPO SECTÁRIO DO REGIME DECIDE: OU AFASTAMENTO DO ADALBERTO COSTA JÚNIOR OU ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES GERAIS DE 2022- Joaquim Nafoia


Ao revisitar o discurso de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, proferido no acto da investidura como Presidente da República e Chefe do Estado angolano, concluímos que o mesmo, na globalidade foi interessante, vibrante, contagiante, excelente e promissor no que diz respeito a consolidação do Estado democrático e de direito no País. 


Entretanto, volvidos quatro anos de mandato de Sua Excelência senhor Presidente da República, hoje, a sociedade se questiona acerca daquelas boas palavras, proferidas no Memorial Dr. António Agostinho Neto, no dia 26 de Setembro de 2017, pois, a prática, contrasta com o bombástico e excelente discurso que proferiu na sua tomada de posse, pelo seguinte: 


1. Terá Sua Excelência proferido o memorável e interessante discurso por convicção própria e boa-fé ou por ignorância, quiçá, derivada do desconhecimento e funcionamento do modus operandi da organização mafiosa instalada no seu Partido?




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2. Estará Sua Excelência senhor Presidente da República, sequestrado pelo grupo sectário do Partido contra a sua própria convicção e boa vontade?


3. Quem estará de facto e de jure com o poder ao ponto de mandar assustar e desencaminhar Sua Excelência o senhor Presidente da República dos marcos da Constituição e da lei?


4. Qual é o fim último que se pretende com o sequestro e a instrumentalização do Tribunal Constitucional e outras instituições relevantes do Estado? 


5. O que é que o País terá a ganhar com a crispação política e subversão do Estado Democrático e de Direito?


6. Sobre a segurança do País, organização e o funcionamento dos Partidos políticos. Que tipo de informações é que o grupo sectário leva a mesa de Sua Excelência senhor Presidente da República como ameaça?


7. Afinal, quem é que quer brincar de MALUCO com o País?


O País está totalmente mergulhado num pântano, por conta da grave crise económica, social, política e sobretudo da ausência de liderança. Quem no seu leme estiver, deveria obrigatoriamente, saber sobre a necessidade do princípio da transitoriedade dos Homens e perenidade das Instituições. 


Essa reflexão vem mais uma vez, através de informações fidedignas cuja fonte de bem mora no coração do grupo sectário do regime que confidenciou-nos de que, por causa do medo de perder o poder, associado a exponente popularidade e simpatia dos angolanos que goza o Engenheiro Adalberto Costa Júnior, Presidente da UNITA, o regime do Presidente João Lourenço, pretende fazer tudo, mesmo para tal, se transforme Angola numa terra queimada.


Para o efeito, o regime do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço está a arquitectar planos gravíssimos para o adiamento das eleições gerais por via da provocação, incitação e desestabilização da UNITA. A estratégia baseia-se no expediente político consubstanciado na segunda anulação do XIII Congresso da UNITA realizado de 2 a 4 de Dezembro do ano corrente, com os seguintes eixos:


1. Incitar a violência através da segunda anulação do XIII Congresso da UNITA cuja reação adversa do Partido e/o do povo, seja o mote para o pretexto e a justificação da repressão a ocorrer com variados cenários;


2. Usar os meios de comunicação social públicos para culpabilizar e diabolizar a UNITA e o seu líder, Engenheiro Adalberto Costa Júnior, pelo sucedido;


3. Em consequência, impor a UNITA, um cabeça de lista acéfalo e simpático ao regime, como a forma de garantir a desejável victória de João Lourenço e o MPLA as eleições gerais aprazadas para Agosto de 2022;


4. Dividir os partidos UNITA e o Bloco Democrático em duas alas para cada, de formas a impedir o Engenheiro Adalberto Costa Júnior a participar e concorrer como cabeça de lista as eleições gerais de 2022.


5. Adiar as eleições gerais aprazadas para o mês de Agosto de 2022, caso o plano de impor o cabeça de lista a UNITA fracassar;


6. Assediar, cooptar e corromper o clero mais simpático com o regime, como forma de dividir a igreja.


Tendo constatado que o XIII Congresso da UNITA mandado repetir pelo MPLA via Tribunal Constitucional, foi realizado com bastante êxito; não havendo elementos que se configurem anómalos para a sua inviabilização; o grupo sectário do regime, não obstante aos factos notórios, públicos e evidentes, mais uma vez, ordenou o Tribunal Constitucional no sentido de colocar obstáculos no processo da UNITA com uma novidade; inventar argumentos e elementos de estraneidade cujo ordenamento jurídico angolano não prevê, tais como:


a) Regulamento do Congresso;

b) Regulamento da comissão de mandatos;

c) Regulamento da comissão eleitoral;

d) Regulamento da comissão de ética;

e) Regulamento da comissão de observadores;

f) Regulamento da comissão de conferências.


Sua Excelência o senhor Presidente da República, enquanto Presidente de todos os angolanos, devia olhar acima de tudo para o País e governar nos marcos da Constituição e da Lei, tal como afirmou no dia 26 de Setembro de 2017, no discurso da sua investidura como Chefe de Estado. 


Sua Excelência senhor Presidente da República devia velar pelos interesses do País e dos angolanos acima de quaisquer outros, olhando para cada angolano como sendo filho seu. 


O Presidente da República devia prestar maior atenção aos grupos de pressão do mal, que vivem na base da intriga, calúnias e confusão. E para esses, nunca os deveria dar espaço de manobra e de mediatização do mal. Os poderes instituídos devem agir na base da Constituição e da Lei, de formas a servir judiciosamente o cidadão para não provocar efeitos perversos.


Luanda, 21 de Dezembro de 2021. –


Atenciosamente

Joaquim Nafoia

Deputado



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