Quê país é este?- Graça Campos



Há menos de uma semana, o Novo Jornal publicou essa dolorosa foto. São homens e mulheres, jovens e idosos, a espremerem-se perante uma agência bancária do BPC em Malange, não para se habilitarem a qualquer empréstimo ou pedir esmola. Essas centenas, se não mesmo milhares, de malanjinos disputam o acesso ao banco para levantar dinheiro que é seu, legitimamente seu.

Imagens como essa são recorrentes em todo o país.

Há poucos dias, Sousa Jamba escreveu aqui que, no Katchiungo e noutras localidades do Huambo, comerciantes libaneses, eritreus e oeste-africanos tomaram o lugar do falido sistema bancário. São eles os verdadeiros e funcionais multicaixas dessas localidades, tarefa que desempenham a troco de muito generosas comissões.




Fisioterapia ao domicílio é na MZ Fisio. Contactos para marcação: 924170321, 998024880

Como no Mártires de Kifangondo, em Luanda, também no Katchiungo e noutras localidades, são malianos que comandam o “sistema”. Eles estabelecem a taxa de câmbio, determinam a quantidade de moeda em circulação e fixam as comissões para cada operação de multicaixa que realizam.

O país descarrilou por completo!

A pergunta é: faz sentido insistir em responsabilizar “marimbondos foragidos” pelo colapso em que o País se encontra”?

Nomear as insuficiências governativas tornam o Bispo Belmiro Chissengueti num insaciável predador sexual? Num descontrolado pedófilo?

Quê sociedade é esta, que não tolera a mais leve crítica a quem nos governa?

Em Setembro de 2017, foi prometido aos angolanos o começo de nova aurora, um novo paradigma.

Quem se desviou do rumo não é o povo; quem não consegue ser escravo das suas promessas e garantias não é o cidadão comum.

O furo, como repete um amigo, está mais acima.



Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários