NÃO TERÁ SIDO O PRESIDENTE DE PORTUGAL?- SALAS NETO



Além da UNITA de Jonas Savimbi e dos futunguistas de José Eduardo dos Santos, também houve a participação de uma força independente na criminosa sabotagem de que fui alvo na minha carreira académica universitária, numa odisseia que durou vinte anos (1988\2008), o suficiente para me impedirem de concluir o curso de Direito na Universidade Agostinho Neto em tempo útil. 

É um tal de dr. Evaristo, irmão do Carrasquinha, não sei se é o advogado Evaristo Maneco de que se tem falado nesses últimos tempos. Ele era um assistentezinho de João Filipe Martins em IEIA (Introdução ao Estudo das Instituições Angolanas), uma cadeira semestral que tinham inventado para preencher o currículo do 1º ano, que por acaso fiz com dispensa.



Fisioterapia ao domicílio é na MZ Fisio. Contactos para marcação: 924170321, 998024880

No entanto, dois anos depois, por conta da queda do muro de Berlim em 1989, o que obrigou a um reajustamento do currículo em razão do esvaziamento provocado pela retirada dos conteúdos marxista-leninistas, e das saídas de Manuel Aragão e João Filipe Martins, ele se torna no professor titular de INESDI (Introdução ao Estudo de Direito), que passa de semestral a anual e nuclear. Para meu azar, como a tinha deixado em atraso, sou obrigado a recuar do segundo ano, para o qual só podia voltar depois de fazê-la. 

E foi assim que fiquei à mercê do dr. Evaristo, não sei se Maneco, por quatro ou cinco anos: por mais que me pintasse, o homem pura e simplesmente não me deixava passar na sua cadeira, está aí o Arlindo Macedo que não me deixa mentir, até porque ele também provou da sacanice do irmão do Diangana. 

Nessa altura a faculdade já tinha sido despejada da baixa da cidade, aí onde é hoje o MIREX, para duas saletas na «veterinária», antes de apanhar uma boleia mais digna na «estatística», nas vizinhanças da estação de água da Maianga. Ele conseguiu me fazer bazar sem começar uma «oral» em que ia com 11, portanto, a um valor da dispensa.

Só muito mais tarde vim a saber qual a razão daquela maldosa perseguição implacável: ele tentava desforrar nos alunos que lhe cheirassem a governo (eu e o Arlindo éramos jornalistas) o que sofrera às mãos da DISA na ressaca do «27 de Maio», como se a culpa fosse nossa. Certo mesmo é que lá se foi o tempo para uma licenciatura completa. No fundo, esse fidaputa me fez pior que o Galo Negro e a máfia do Futungo. Se tivesse a oportunidade, mesmo apanhando o fidaputa já falecido, era capaz de lhe enfiar um espeto naquele rabo preto, em nome da reconciliação nacional, Deus que me perdoe.

Até que, não sei porquê, ele foi substituído na titularidade da cadeira por um professor cooperante português, vindo de Coimbra, que esteve a esmerar-se em Luanda, a caminho do doutoramento na Alemanha, não sei se em 95 ou 96. 

Como sempre, sem conseguir assistir aulas, peço 15 dias de dispensa no serviço, embrulho o material que tiver e lá apareço na escola para a prova final, habitualmente de olho na dispensa, já que abomino as orais. Na primeira tentativa com o branco alheio, consigo nota para a oral (8), mas não «consego» de aprovar. No recurso, baixo para 7 no teste escrito, nota vergonhosa, mas não deixo de ir à oral. Discuto com ele sobre a possibilidade de haver um desfasamento entre o material em que me apoio e o que ele sugere aos seus alunos regulares. O homem considera a hipótese e pede-me o material de que dispunha, dois conjuntos de fascículos encadernados que me haviam sido emprestados pelo saudoso comandante Francisco Pestana, um dos mais competentes porta-vozes que a polícia nacional já teve.

«Ok. Vamos lá fazer a oral com base na sua papelada», disse o professor, condescendente. O branco alheio ficou tão impressionado com o alto nível do debate, que me fez disparar a nota para um prestigiante 12 valores, constituindo-se em mais uma das minhas proezas universitárias, modéstia à parte. 

O puro assunto é esse: já me perguntei várias vezes se este branco alheio que passou por cá nos idos de 90, a caminho do doutoramento na Alemanha, que me deu 12 numa cadeira em que um demónio mbumbo não me deixava passar, não será mbora o professor Marcelo Rebelo de Sousa, actual presidente de Portugal? «Possa ser», como diria o coiso. Mas, não tendo eu 


como saber, só ele mesmo pode sabular.



Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários