MISÉRIA NO SUL DE ANGOLA: SERÁ A SECA A ÚNICA CULPADA?



Diariamente chegam relatos inquietantes de concidadãos nossos, filhos desta cobiçada terra a passarem por situações de ultra pobreza a ponto de dezenas chegarem mesmo a perecer por malnutrição e milhares a emigrar para a terra dos desertos do Namib e do Kalahari em busca do maná. Nos últimos meses a NBC televisão pública namibiana tem reportado a chegada de milhares de angolanos rotulados de climate refugees (refugiados de clima), confirmando assim relatórios de ONGs angolanas que denunciam o abandono de aldeias e povoações inteiras por populares que para adiar a morte partem para as jornadas do desespero, cruzando assim a linha fronteiriça com a vizinha Namíbia.


Cá entre nós, solidários e génios que somos como em todas outras situações de crise, já temos a quem apontar o dedo, talvez com alguma razão; desta vez não é o fantasma, não é a conjuntura internacional, não é a queda do preço do crude nem é o “corona”. Desta vez a culpa é da seca que assola a região; isto mesmo: região.




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É bem verdade que a região em referência passa por um período de secas cíclicas que já dura anos, o que significa que o problema é tão antigo que já deveria merecer atenção suficiente do lado de cá tal como mereceu do lado de lá a ponto de encontrarem-se soluções sustentáveis capazes de satisfazer o mínimo das necessidades dos habitantes da região; porém o que devemos analisar com alguma acuidade é que o Sul de Angola em termos climáticos e topográficos tem as mesmas características ou ainda melhor que o lado de lá (Norte da Namíbia) concretamente as províncias de Kunene, Omusati, Ohangwena e Kavango aonde os nossos irmãos refugiam-se em busca de algum conforto. O que pouca gente sabe é que o Norte da Namíbia não obstante o facto de ter as mesmas características climáticas, topográficas e habitado pelos mesmos grupos etnolinguísticos, é das regiões mais prósperas daquele país. O mais caricato é que as águas que alimentam a afortunada região do Norte da Namíbia, nascem maioritariamente nas montanhas do planalto central de Angola e são escoadas para aquela região desértica através dos leitos dos rios Cunene/Kunene e Cubango/Okavango, o que significa que se águas tivessem nacionalidade em função da região em que nascem, diríamos que as águas que encantam o lado de lá são angolanas. 


E agora; será a seca a única culpada da miséria que se vive no Sul de Angola? E as instituições que responsabilidade têm? E nada pesa sobre os ombros dos “donos” das instituições?  


In tanta improbitate quiescere non possum.


Madaleno Constantino



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1 Comentários

  1. Angola
    Most start to learn a new generation and how to be with population from other countries we are treated of that from our independence utill now we are crying for a water Imagen that SAVIMBI is over

    2002 today is the and of 2021 Xangongo airport is looking like was using the time of maicero Caetano
    Their most look to Namibia and south Africa how their bullieding the a country come on Angolan

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