MARIMBONDO, MARIMBA E MARIMBADAS- JEOVANNY VENTURA


Porém, não me apraz tanta necessidade incluir definições nesta crise política que ora já havia sido introduzida na República Desgovernada de Angola desde os tempos passados a quando se atirava ao Jaguar negro todas as Atrocidades que atrasavam o país de prosperar.


Não me apraz ser tão ingênuo em pensar diferente quanto ao infausto desvio a que o nosso destino foi merecer por aqueles que ontem diziam que agora temos paz, e vamos construir o nosso país.... Nosso país? Ou nossas fortunas?


Vive-se um clima tenso de várias trocas de acusações, directas, indirectas e tiros certeiros de provérbios e ditados entre figuras e figurinos, políticos e cleros à medida de 140Kb.




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Vive-se hoje colhendo o que semeou-se há anos, e bem verdade que há muito já se ouvia a dizer que os tais (Marimbondos) estão divididos entre os prós e contras! É.... entre os que defendem o Partido e os que amam o País (Angola) ou talvez, os Eduardistas e os Lourencistas. Hoje, me inclino no correr do tempo e observo os jogos ocultos desses figurinos, políticos a se fazerem de artistas de teatro, usando todas as instituições como dançarinos nesta balada que ninguém se dá bem, desde Kawisky à David Mendes de Galhardos à tantas outras Bocas de aluguer.


Assim se vai Angola dos Angolanos, no som da Marimba, no mexer dos ninhos de Marimbondos (que na nossa língua Ibinda chamam-os de Makúbila), dançarem marimbadas no toque de exonera ali, nomeia aqui, tira dali coloca daqui toda malandragem estendida numa frase de tentativa de corrigir o que está mal, melhorar o que está bem.


É tudo esquema dos Comunistas, nunca lutam entre eles, a não por força tribal, originária ou regional. Onde andava o LENDA das exonerações quando o LENDÁRIO dos Marimbondos fazia desta nação uma tremenda Roda das Escrequenhas? Quem diria um Major Bilionário que não consegue pagar 20 mil Kwanzas ao Jardineiro, esbanjar tanto em mediocridades num país onde falta pão para quase todos? Hospitais sem medicamentos, estradas não asfaltadas desde a fundação do universo....


Ainda há que se rir, onde está o Carneiro? E onde estava há poucos, em Cuba ou Cabo-Verde? São Tomé ou Canárias?... há que se rir ainda mais! Onde está o Zenu? Onde está o Zé Maria? Onde está o Manuel Vicente? O Bandido é o ACJ? Onde estão os Todos-Poderosos e intocáveis desta desorganizada e prostituida terra que um dia foi uma Nação de Esperança?


Governo mais que Sombra! Não dá tréguas a ninguém que pode os trazer a luz da verdade. Não se resgata o bom nome do Partido ou do País destruindo Pracinhas que sustentam famílias que deram votos. Não se pensa no povo apenas nas Vésperas de Eleições.


A COVID-19 e o ACJ agora são as razões? Eu nasci em Cabinda, aqui ninguém me fala bonhonho. Povo morre de fome, o país está de patas ao ar e ainda nos fazem desfiles com roupas de marca... Ah não, uma coisa não tem nada haver com a outra...


Não Importa quanto custará, não nos importa a seca e a fome, o Importante é NASCER LIVRE PARA BRILHAR, como brilhar num país onde Major tem mais verbas que a própria nação?


Um País que seria uma nação de exemplo mundial, tornou-se um país de Mixeiros e Fetários, Pambaleiros e mercenários, onde um jovem que bufa o seu próximo em troca de míseros kwanzas e umas benesses a mais ali... Matam-me, de qualquer forma morremos todos... Prefiro morrer tentando, nem que a boca me custe caro....


O MAIS IMPORTANTE É ENCHER OS COFRES QUE ENCONTREI VAZIO a qualquer custo, assim está certo e não O MAIS IMPORTANTE É RESOLVER OS PROBLEMAS DO POVO, destruindo fontes de auto-sustentabilidade?


Já não é tempo de milagres, Jesus Cristo morreu há muito tempo! Claro, nem com milagres de Jesus vossas mãos serão limpas pois, até a pele mudou de cor por tanto verter sangues inocentes....


Ainda há que se rir.


Por: Jeovanny Ventura – Activista in “Crónicas de uma vida Sã”



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