Amigo e cúmplice de Júlio Bessa, administrador do Dirico foge para parte incerta



O administrador municipal do Dirico, Miguel Kassela, devido a não recondução do seu amigo Júlio Bessa a primeiro secretário do MPLA, a que se seguiu a sua exoneração do cargo de governador provincial do Cuando Cubango, deixou de aparecer no referido município simulando estar doente.


A informação foi prestada ao Jornal 24 Horas online por fonte geralmente bem informada, dizendo que Miguel Kassela, além de amigo de Júlio Bessa, têm interesses e negócios  em comum, já que foi o ex-governador que o levou para aquela província, destacando-o no município do Dirico que dista oitocentos quilómetros da sede provincial, Menongue.


O mesmo administrador é acusado pelos seus principais colaboradores de dar destino incerto às verbas do combate à fome e a pobreza naquela localidade, avaliadas em vinte e cinco milhões de Kwanzas mensais. Porém os munícipes desconhecem o paradeiro dado aos valores e não se conhece ninguém que tenha beneficiado de tais verbas.




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Segundo a fonte, para além dos desvios das verbas para o combate à fome e a pobreza no município do Dirico, o administrador Miguel Kassela efectuou nomeações de pessoas com base no nepotismo e amiguíssimo. Para além destas práticas criminosas, efectuou também a nomeação de sobrinhos e cunhados que viviam na Huíla e estavam sem emprego, que mesmo sem qualificações académicas ocupam cargos de chefia. Os técnicos da administração pública são preteridos pelos familiares e amigos de Miguel Kassela.


A fonte esclarece ainda que, com a exoneração de Júlio Bessa do cargo de governador provincial, depois de não ter sido reconduzido a primeiro secretário provincial do MPLA, Miguel Kassela não é visto no município há quase um mês. Diz-se igualmente que abandonou a província e encontra-se em local incerto na Huíla, temendo  ser responsabilizado judicialmente. 


Acrescenta-se que o chefe do Gabinete de Estudo e Estatísticas, que é cunhado do administrador, ausentou-se do município já a sete meses sem qualquer justificação e nada lhe acontece.


O administrador do Dirico está supostamente doente, mas os militantes locais do MPLA não o querem ver, porque o mesmo é amigo de Júlio Bessa, em função das crispações no partido. Refere-se que esteve em Menongue por cerca de um mês inventando que se encontra doente, mas agora já “fugiu” da província.


De acordo com informações obtidas pelo Jornal 24 Horas, Miguel Kassela não indicou o administrador municipal adjunto para despachar os assuntos correntes daquela circunscrição, e quem está a acumular o cargo de chefe do GEP e sa secretaria geral daquele órgão da administração local do Estado é o comandante municipal da Polícia.


Recorde-se que o administrador do Dirico, já foi administrador municipal da Jamba na província da Huíla durante doze anos. O mesmo é natural do Kuvango, na Huíla.


João Lourenço ignorou avisos


Mudando de assunto, o candidato proposto a primeiro secretário do MPLA na província do Cuando Cubango, José Martins, também conhecido por «Mwene Vumba», em face da proibição de múltiplas candidaturas para o cadeirão máximo daquela formação política, não teve adversário.


Na sequência acabou or ser indicado na última terça-feira (23), como governador provincial do Cuando – Cubango, em substituição de Júlio Bessa, acusado de má gestão do erário público e de conceder facilidades aos seus amigos na contratação de obras públicas.


Apurou-se de fonte ligada ao MPLA em Menongue, que uma das causas que levou Júlio Bessa a não ser reconduzido e ser vaiado pelos militantes, tem a ver com as obras adjudicadas ao Programa de Investimento Inter Municipal (PIIM), bem como a fiscalização das mesmas, serem todas executadas por amigos seus, como é o caso do vice –governador provincial Antas Miguel, todos provenientes de Luanda.


Na mesma base, as empresas que ganharam os concursos públicos no município do Dirico beneficiaram  da amizade do administrador Miguel Kassela, estando todas sedeadas na província da Huíla, município do Lubango, e não existe nenhuma instituição sedeada em Menongue.


«Mwene Vumba» tentou concorrer sozinho para suceder Júlio Bessa, em função dos sucessivos escândalos que foi colhendo ao longo da sua governação e no partido. Contudo, foi preterido pelo então segundo secretário e que já assume o cargo de governador na qualidade de primeiro secretário do MPLA e poderá continuar assim até às eleições de 2022.


Recorde-se que, quando da nomeação de Júlio Bessa para a província do Cuando –Cubango, alguns sectores do MPLA contestaram a sua nomeação e chamaram a atenção do Presidente da República, João Lourenço, que não deu ouvidos e agora está a colher o resultado do que “semeou” naquela circunscrição do país, onde, os membros do partido governante estão habituados, sempre que são nomeados, a servirem-se e não o contrário, porque consideram-se intocáveis e com direito a fazerem o que bem entendem.


A maioria dos militantes espera que Júlio Bessa seja responsabilizado juridicamente pelas más práticas durante a sua gestão em prejuízo do erário público.   


Jornal 24 Horas 



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