Abuso do poder e hipocrisia descarada ou quem apela à violência? - Marcolino Moco



A semana passada, um portal-fábrica de fake news, de pertença fácil de advinhar, afirmou num post, para quem quis acreditar ou deixar-se atemorizar, que eu estaria a apelar à violência. 


Estou completamente tranquilo, porque só acreditaria quem desconhecesse a minha tragetória de intervenção cívica que data de há cerca de trinta anos, logo que a declarada democracia plurarista passou a ser combatida por outros meios que não a guerra de armas de fogo. 





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Atemorizar-me ou atemorizar outras pessoas é tempo perdido. Escusado será repetir que todos estamos de passagem. Muitos dos autores de mensagens e mensageiros que em 2009 foram enviados para me persuadirem a desistir de falar sobre as potencialidades nefastas da actual Constituição, sob o risco de os meus familiares ficarem sem mim, já não estão entre nós. E não é que eu lhes tivesse desejado a morte. É esta a lei da Vida, para a qual eu estou convencido que é preciso trabalhar para dignificar, enquanto estamos vivos, contribuindo para a melhoria de vida dos mais novos e de vindouros. 


Único legado que podemos deixar, se somos figuras públisas. Terão deduzido tal afirmação do facto de eu, como jurista e político, ter dito no post anterior, que é perigoso fazer regra o aceitar “escrupulosamente” leis e decisões judiciais claramente injustas? 


Imagine-se onde estariam as independâncias de Angola, da Nabíbia e da India, se Agostinho Neto, Sam Nujoma, Nheru e Maatma Ghandi, aceitassem “escrupulosamente” as leis e decisões injustas das respectivas autoridades coloniais. Onde moraria ainda o apartheid se Mandela, Tutu e Ciril Ramaphosa aceitassem “escrupulosamente” as leis e outros actos das autoridades racistas sulafricanas? 


Onde estariam o pastor Luther King e o presidente Barack Obama, nos Estados Unidos, para demonstrar que o génio político e o mandato espiritual não é apanágio de raças e organizações especiais?

Quem apela hoje à violência, em Angola? 


Os que destroem o pouco que funcionava, na estrutura empresarial do presidente José Eduardo dos Santos, em nome de um combate à corrupção abertamente vingativo e hipócrita, lançando jovens no desemprego. Destroçando serviços, mas mantendo o mesmo esquema de blindagem do "crime de colorinho baranco". 


Os que de forma inescrupulosa, comandam os tribunais para perseguirem lideres da oposição e seus seguidores, estimulando uma disputa do poder pela negativa, arreliando, naturalmente, o seu sentido de intolerência contra a exclusão. Eu não. Valha-me Deus! 


Eu estou a espera que me chamem para um diálogo sério que contribua para operacionarizar um país que tem tudo para dar certo. Na base do perdão e da responsabilidade perante o cidadão e o ser humano, de forma geral. Tudo tão fácil quanto isso.



Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

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