Valores que dinheiro não compra- Graça Campos



Poucos dias depois de ser conhecido que o governo contratou uma empresa lusa Cunha Vaz & Associados  para lhe prestar assistência no domínio da comunicação e marketing, o ministro da Administração do Território, Marcy Lopes, foi exactamente à capital lisboeta testar a robustez da empresa contratada.

Em Lisboa,  o quase bebê de dentes de leite que o Presidente João Lourenço  transformou em ministro, numa transição geracional feita sem critério, foi dizer aos angolanos aí residentes que a melhor forma de persuadirem estrangeiros a investirem o seu dinheiro em Angola é contar-lhes mentiras, enfiar-lhes “bugues” e lorotas goelas abaixo.

De acordo com o titular do MAT, nenhum investidor resistiria a uma patranha como “ao paquerar uma dama, nunca diga que trabalhas como lotador de táxi. Diz que tens dois quadradinhos na via”.



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Marcy Lopes defende que os angolanos que vivem na diáspora devem gritar, a plenos pulmões, que Angola é um paraíso terrestre, onde qualquer investidor interessado encontraria condições que nenhum outro país do mundo oferece.

Um dia depois e certamente seguindo um guião da tal Cunha Vaz & Associados, Marcy Lopes tentou corrigir a borrada do dia anterior. Mas depois do que lhe saiu da boca a conclusão é que teria sido preferível que o jovem ministro não voltasse a abrir a matraca. O homem conseguiu piorar o que já tinha dito erradamente, o que, mais uma vez  confirmou a velha Lei de Murphy segundo a qual nada está tão mal que não possa piorar. 

Estranhamente, passados já alguns dias sobre os dois trambolhões  de Marcy Lopes não se ouviu do Presidente da República uma só palavra de condenação às palavras do seu ministro. Ele, Presidente da República, que se gaba de ter audição e visão aguçadas...

Depois desse seu encolher de ombros perante episódios que envergonham o Estado angolano, torna-se difícil saber o que repugna o Presidente da República. 

Os desastres verbais de Marcy Lopes confirmam, também, a máxima de que não há nada que substitua a educação de berço. É a partir do berço que os pais educam os filhos e rejeitar a mentira.

Será que os milhões que o Executivo envolveu na contratação da Cunha Vaz & Associados vão tapar as lacunas que vêm lá de trás?



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