UM TESTE AS “DUAS” ALAS DESAVINDAS DO MPLA- JOSÉ GAMA



Desde a saída de Eduardo dos Santos que o MPLA desafiou-se a si mesmo para uma cruzada contra a corrupção no aparelho de Estado provocando um fraccionismo declarado no partido. O partido fraccioniou-se entre aqueles que o actual líder apelidou  de marimbondos, que foram os que “muito roubaram” ao  país  e os que “pouco roubaram”. Há   tendência de se ver fantasmas  naqueles  que  “muito  roubaram”  que agora são acusados de sabotar a liderança do líder. Com o congresso às portas, este debate agravou-se. Todos aqueles  “muito roubaram” e tem problemas de judiciais estão a ser acusados de  potenciais candidatos ao congresso.  Está se a criar um clima de intimidação sugerindo que candidatar-se ao congresso é uma coisa errada, ou que seja apenas um direito da exclusividade do líder.  Surge um novo fenómeno: António Venâncio que não pertence a nenhuma das alas dos “roubos”.  




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Os estatutos do MPLA preveem congresso com múltiplas candidaturas mas os requisitos que se exigem são constragedores. Pede-se ao candidato que reúna  100 assinaturas  para cada província e  isto é quase impossível enquanto o MPLA for ao mesmo tempo o partido que controla o Estado.  Os militantes são funcionários deste mesmo  Estado ou são empreendedores que prestam serviços ao Estado, e ao subscreverem outras candidaturas (que não seja do líder) provavelmente que recearão que sejam vistos como estando contra quem gere o Estado. Portanto os requisitos que se exige levará os subscritores de uma candidatura a pensar duas  vezes. O desafio do engenheiro será convencer aos militantes que ao subscreverem a sua eventual candidatura é sinonimo de estar contra quem gere o Estado mas sim dar uma oportunidade de abertura democrática ao MPLA. Um MPLA democratizado, leva Angola ao crescimento; um MPLA fechado mantém Angola como está. A candidatura do engenheiro é um teste ao medo dos militantes do MPLA, alguns deles que já começaram a avisar que o mesmo tem de ser do Comité Central. O acórdão 700/2021 contra a UNITA pode ser uma boa arma para no futuro o  engenheiro Venâncio recorrer ao Constitucional sobre os seus direitos partidários e deixar e por a baixo todo congresso, caso o Constitucional não se revela ser apenas um instrumento ao serviço do partido na qual a maioria dos juízes militaram no passado. 



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