Trabalhadores da TURA exigem pagamento de três anos de salários em atraso e lamentam o silêncio do tribunal na resolução



Mais de 300 trabalhadores da empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Angola (TURA) estão há 40 meses sem receberem os seus ordenados. O caso está entregue ao tribunal que em Maio último agendou a primeira sessão de julgamento, mas a direcção da empresa não compareceu e nem justificou as razões. Em 2019, a empresa justificava os atrasos nos salários com a falta de pagamento de subsídios por parte do Estado. Agora, remete-se ao silêncio.


Os visados estranham o silenciou do Tribunal Provincial de Luanda (TPL) que até agora não marcou uma segunda data, para dar seguimento a esta disputa judicial com a empresa que deixou de ter autocarros a circular em Luanda.




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Vários funcionários saíram esta quarta-feira, 20, à rua para protestar frente ao edificou onde está situado o escritório da empresa, na rua Joaquim Kapango, em Luanda, para exigirem um pronunciamento sobre o assunto e resolução da falta de salários.


O secretário sindical da TURA, Osvaldo André Agostinho, disse que estão sem salário há três anos e quatro meses e que a direcção da TURA remeteu-se ao silêncio e ignorou uma chamada do Tribunal Provincial de Luanda (TPL). "Hoje estamos aqui para reclamar os nossos direitos. Já tentamos por várias vias negociar com a entidade patronal e o patrão nunca nos deu ouvidos. Por isso levamos a empresa a tribunal", contou.


Segundo o representante sindical, o espanto dos trabalhadores é pelo facto de a empresa ter-se recusado a comparecer em tribunal e o próprio tribunal não agendar uma nova data e nem obrigar a TURA a comparecer para dar seguimento do julgamento que tinha como data 06 de Maio de 2021. "A entidade patronal até aqui não se pronunciou nem o tribunal, agora queremos saber o quê se passa com o nosso processo? É que ninguém nos diz nada!", lamenta.


Osvaldo André Agostinho assegura que oito colegas faleceram sem verem o seu problema resolvido. "Temos colegas a morrer e os nossos filhos fora do sistema normal de ensino devido à situação financeira", notou ainda o sindicalista.


O membro sindical afirmou que a direcção da TURA nunca decretou falência da empresa e não percebe por que razão não se pronuncia nem porque é que as autoridades competentes estão caladas. "A empresa existe, as pessoas também. Os donos estão aqui, por que razão não são chamados pelo tribunal para resolvermos de uma vez esse assunto? Isso nos leva a crer que algo de errado está a se passar com o nosso processo", argumenta.


Sobre o assunto, o Novo Jornal tentou, no local, ouvir explicações da direcção da TURA, mas sem sucesso por alegada falta de autorização dos advogados da empresa.


Em Junho de 2019, em declarações a este jornal, o director financeiro da TURA, Severino Xingala, disse que a situação dos funcionários seria resolvida em breve caso o Estado pagasse as dívidas que tem para com a empresa. "O Estado é que dá o subsídio ao transporte e há atrasos nestes pagamentos, mas esse problema já esta em vias de ser solucionado", disse o responsável na altura, que não avançou uma data.


Severino Xingala reconheceu, naquele ano, que os funcionários têm famílias a passar fome, filhos a serem expulsos das escolas e trabalhadores a serem retirados de casas por falta de pagamento das rendas.


Questionado se a empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Angola (TURA) estava em vias de falência, o director financeiro respondeu que não, pois, havia apenas falta de pagamentos das subvenções estatais.


"À medida que o Estado for regularizando também vamos pagar os atrasados com os funcionários, é difícil, mas vai passar e as coisas vão voltar ao normal" salientou, na altura, o director financeiro da TURA.


NJ



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1 Comentários

  1. No caso dos trabalhadores da TURA os tribunais deviam serem responsabilizados pela cumplicidades destes caos, onde se vê a clara conivência das mesmas.
    Daí, os tribunais no contrário papel de arbitro aparece como o lado que prejudicam o queixoso.

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