SOB «FOGO AMIGO» NO KILAMBA!- SALAS NETO



O comandante Chico Groi, o chefe dos serviços de segurança da «Placa dos Traiçoeiros», ontem, ao invés de me proteger, ia acabando é por me matar a riso, método para se liquidar alguém muito mais sofisticado que o lançamento de granadas trambicadas em hospitais municipais, como terá procedido aquele nosso amigo das engenharias mecânicas lá do Cazenga, que quis despedaçar a esposa a fumo. Estávamos nas bombas de gasolina da centralidade do Kilamba, a caminho do chalé da minha filha Cambumbu, onde haveria de acontecer um «amistoso» promovido pelo marido, o bom do Edson, para molhar o canudo em psicologia finalmente recebido da Unia.

Acabei por lá ganhar o dia, ao conhecer um seu colega de salo, o economista Pedro Chamber, um caimanero que nunca mais via a hora de me conhecer caralmente, algo que já vinha perseguindo há 32 anos, desde que começara a ler Salas Neto, aos 12, em Cuba, por via do Jornal de Angola que chegava à Ilha da Juventude. Confesso que nunca vira um adepto dos meus escritos tão fervoroso e sincero como esse bieno bem humorado e extrovertido, que foi com a cubila dele,, mas com quem ia tendo um quiproquó por causa da minha pessoa, porquanto o homem nunca mais se despachava da conversa, enquanto a senhora alheia se desesperava no carro lá fora. E só bazou mesmo assim que resolvi esgalhar, por volta das 19 e tais, diante dos protestos dos pessoais todos, que queriam me ter muito mais tempo por lá. Mas, dado o elevado banditismo motorizado actual inventado pelos bispos católicos, preferi zagaiar precocemente mesmo, eles que me desculpassem.




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Pois, estávamos parados nas bombas, à espera da nossa vez, quando ouço o roncar duma moto grande, logo seguido duma movimentação do lado do comandante Chico Groi. Como não estava a ver nada, pensei que estivéssemos a ser vítimas dum assalto motorizado. Cagunfado, ouço o meu chefe dos serviços de segurança a dizer: «O carro não é meu. O proprietário é esse senhor aí, que é deficiente audiovisual». Acto contínuo, o motard faz uma «chamada» e segue o seu caminho. Segundo o relatório preliminar, o mulato caenche que nos abordou faz parte dum grupo de cidadãos que estão a promover um «safari» pelo país por estrada, com fins filantrópicos, estando ele destacado para tentar mobilizar para a causa gente com carro igual ao meu (mitshubishi pajero). Soou-me a estranho, mas acabei por me resignar com a curiosa justificação da interpelação. Se apanhei bem, o projecto será um tal de «Vamos fazer Angola» ou algo parecido.

Ao fazer a retrospectiva dos acontecimentos, algo no discurso do comandante me chamou a atenção. «Mas, ó Chico Groi, deficiente audiovisual assim fica como: além de cego, queres que eu seja também surdo e mudo? Porra, era só o que me faltava», lancei, antes de partirmos para uma demorada gargalhada. Deficiente audiovisual, ahahahahahahahahahahah. Só mesmo o Chico Groi, com todos os direitos reservados.



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