RUBEN SICATO, O MINISTRO QUE PREFERIU ABANDONAR O GOVERNO PARA NÃO TRAIR SAVIMBI- JOSÉ GAMA



O médico Anastácio Artur Ruben Sicato é uma figura de sucessivos exemplos  de integridade que  a UNITA tem, e não é em vão que há dois anos era também olhado como um presidenciável para  o país.   Formou-se em Portugal. Foi chefe dos serviços de saúde nas zonas controladas pela  guerrilha da UNITA. Chegou a Luanda, 1992, com o  então vice-Presidente Jeremias Chitunda. Depois dos acordos de Lusaka, foi  indicado por Savimbi para integrar o GURN como ministro da saúde. 


 Em Outubro de 1998, o regime criou-lhe um dos maiores embaraços e ao mesmo tempo um teste  sobre a sua lealdade a Savimbi. Assinalava-se a morte  misteriosa  do general Ben Ben, na Africa do Sul e o regime que por um outro lado  combatia militarmente a UNITA, pedia-lhe na qualidade de titular da saúde do GURN para fazer uma comunicação a nação  implicando a morte de Ben Ben, a clinica de um médico da UNITA de nome “Raimundo”. Sicato recusou o pedido para fazer falsas acusações contra um  colega seu  mas por outro lado propôs ao regime a criação de uma comissão (de médicos civis  e não militares) para se fazer  autopsia ao corpo do general  gerando desconforto ao regime.  Dois meses depois, e na sequencia de varias pressões para renunciar a sua lealdade a Savimbi,  rumou para Portugal abandonado o seu cargo de  ministro do GURN para não ter que fazer coisas que iam contra a sua consciência. 




Fisioterapia ao domicílio é na MZ Fisio. Contactos para marcação: 924170321, 998024880

Regressou a Luanda somente depois do fim do conflito armado.  A UNITA voltou a propor o seu nome para servir a pasta da  saúde no GURN, no período de 2007 – 2008,  em substituição de  Sebastião Veloso.  Sicato encontrou um ministério em que o poder estava centrado  no  “vice-ministro” indicado pelo MPLA  e num Director do GEPE que controlava o orçamento e os projectos.  Logo  que foi nomeado, tomou como primeira medida a exoneração de   Basílio Cassoma como director do GEPE que tinha a fama de comandar os seus antecessor e de  ter feito desta direção uma “fonte de enriquecimento pessoal”.  O tempo deu razão a medida tomada por Sicato. A inspeção notou o buraco de 3.8 milhões de dólares causado  por Basílio Cassoma que hoje se tornou  empresário através das suas empresas DELCILSON e SYRIDIAN. 


Sicato foi também o dirigente da UNITA que deu um “murro na mesa” quando numa reunião restrita entre,  o governo e a UNITA, em 2009, o general “Kopelipa” tentou  persuadir a direção deste  partido a aceitar a aprovação da constituição atípica. Na reunião, o regime   fazia recurso a uma linguagem invocando    que os teriam morto em Fevereiro de  2002 , no Moxico  e que se estavam  vivos  era   “graças a magnanimidade” do PR, JES e que com isso não entendiam  as razões  que levavam  a UNITA a opor-se contra o modelo de eleição “atípica”.  Nesta reunião havia "maninhos" que estavam a frouxar. Ruben  Sicato  saiu dali, ligou para o porta-voz da UNITA, Alcides Sakala para que este denunciasse publicamente que o regime enviou lhes generais para discutir questões serias  sobre o país.



Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

Postar um comentário

0 Comentários