REGIME ELABORA LISTA PARA ELIMINAR JUÍZES, JORNALISTAS E OUTRAS FIGURAS



O actual regime político angolano, liderado pelo Presidente João Lourenço, elaborou um plano de eliminação física de algumas figuras de destaque na vida pública, com destaque para juízes e jornalistas. 


O plano, que passaria pela execução selectiva de algumas figuras consideradas incómodas e outras por representarem algum tipo de risco à manutenção do poder, deve ser levado a cabo até antes da realização das próximas eleições, previstas para Agosto de 2022. 


Estas figuras teriam sido seleccionadas com base em critérios que visam proteger a imagem do Presidente João Lourenço perante o ambiente de suspeição e de descrença que paira no ar, desde a data que começaram a surgir na imprensa relatos que apontam para a ocorrência, em 2017, de práticas fraudulentas nas eleições que levaram João Lourenço ao poder.



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Dentre os nomes que saltam à vista destacam-se os dos juízes ANDRÉ DA SILVA NETO, antigo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), tido como detentor de informações consideradas bastante sensíveis e capazes de colocar em causa a eleição de João Lourenço em 2017, e por manter uma relação estreita com o ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, com quem ainda mantém aproximação privilegiada e de extrema cordialidade e lealdade; 


MANUEL ARAGÃO, ex-presidente do Tribunal Constitucional, que acabou por bater com a porta recentemente, revelando um quadro tenebroso para o Estado de direito de democrático angolano, em face da aprovação da Lei que Altera a Constituição da República de Angola. O seu nome na lista deve-se a um sentido e notável desenvontro e falta de alinhamento político com a estratégia do regime, que pretendia alterar a Constituição da República, violando normas blindadas pelos chamados limites materiais. Manuel Aragão é também apontado como sendo aquele que ao nível do Tribunal Constitucional havia engavetado o dossier que resultou na destituição do presidente eleito da UNITA, Adalberto Costa Júnior. Nos últimos meses, o antigo juiz colocou-se em posição de quase afronta na abordagem que fez aos últimos diplomas contra os quais votou vencido; 


O da juíza conselheira do Tribunal Constitucional, a veneranda Dr.ª MARIA DA CONCEIÇÃO DE ALMEIDA SANGO, por claro desencontro com a vontade expressa do regime de amarrar e condicionar as decisões judiciais e pelo facto de ser esta uma figura que nos últimos tempos se colocou à margem da estratégia de manipulação daquela corte constitucional, votando quase sempre vencida nos últimos acórdãos decididos pelo Plenário de juízes do Tribunal Constitucional; 


O de SEBASTIÃO JORGE DIOGO BESSA, um dos participantes ao concurso de provimento do cargo de presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que elegeu de forma irregular o actual presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva “Manico”. Sebastião Jorge Diogo Bessa é autor da tese “O sistema eleitoral angolano: a consolidação democrática através da garantia de eleições livres”, publicada em 2014. Não se lhe conhece uma posição de afronta ao regime publicamente, mas informações classificadas apontam-no como uma figura que ainda assim pode constituir um risco, por alegadas informações que tem trocado com pessoas com quem mantém uma relação privilegiada em privado;


TRÊS JORNALISTAS NA LINHA DA FACA

Dentre os jornalistas, destaca-se o nome do actual e recém-reeleito secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, TEIXEIRA CÂNDIDO, tido pelo regime como uma figura pouco dada a cedências políticas, sobretudo quando exposto a uma situação de pressão ou intimidação. O seu nome consta da lista por continuar a manter-se como uma voz independente e extremamente crítica à forma como o regime tem instrumentalizado, de modo abusivo e autoritário, os órgãos de comunicação social, bem como violando princípios elementares do Estado de direito democrático ligados à liberdade de expressão e imprensa em Angola. O regime deve aprovar agora no novo ano legislativo um novo pacote legislativo da comunicação social, do qual Teixeira Cândido é crítico declarado;


Consta também da lista de pessoas a eliminar o jornalista NOK NOGUEIRA, director do recém-criado portal de notícias intitulado Isto É Notícia. Foi este portal de notícias que recentemente publicou uma matéria, dando conta de como as eleições de 2017 foram alvo de fraude por parte do MPLA e do seu candidato. O “site”, que tem sido visto pelo regime como um instrumento de ataque aos interesses políticos do MPLA, divulgou um documento altamente confidencial, no qual alguns comissários da CNE relatavam factos ocorridos na fase de apuramento dos resultados eleitorais. Nok Nogueira é visto pelo regime como uma figura bastante problemática e crítica, que já havia dado mostras desta sua característica quando, em 2019, abordou de forma pouco urbana o Presidente João Lourenço na entrevista que este último concedeu conjuntamente à TPA e ao semanário de informação generalista Novo Jornal, ligado ao MPLA, mas gerido por um dos membros da família Madaleno; 

Um terceiro nome é o do jornalista AVELINO MIGUEL, correspondente da RFI em Angola. Avelino Miguel é uma voz bastante activa, que tem mantido um trabalho regular e com incidência sobre os principais factos que marcam a vida sociopolítica do país.

OUTROS NOMES NÃO MENOS IMPORTANTES 

Além de jornalistas e juízes, a lista estende-se a outros quadrantes e prevê também a eliminação de EUGÉNIO COSTA ALMEIDA, um conhecido académico angolano residente em Portugal. Eugénio Costa Almeida é um analista político bastante interventivo. Em Portugal, tem feito comentários em vários painéis de debate sobre matérias relacionadas com a vida sociopolítica em Angola. Aquando da destituição de Adalberto Costa Júnior chegou a considerar, em entrevista à RFI, que "esta situação vai ter ricochete na Cidade Alta", entendido como um claro ataque à figura do Presidente João Lourenço e o seu séquito governamental.

A lista segue e prevê igualmente uma outra figura que tem bastante intervenção na imprensa angolana e não só. Trata-se de RUI VERDE, um conhecido jurista que tem intervindo através do portal Maka Angola, do jornalista Rafael Marques. Rui Verde é conhecido pelo seu posicionamento crítico às acções do regime angolano. Foi, no tempo do Presidente José Eduardo dos Santos, uma das vozes mais incómodas e inconformadas com a forma como o regime político angolano conduzia os destinos do país, em prejuízo de uma população empobrecida e em benefício de uma elite política arrogante e cega, protegida pelos senhores do poder em Angola.

Um outro nome a eliminar é o de ISABEL BRAGANÇA, destacada figura da família Ceita e prima de ex-primeira-dama da República Ana Paula dos Santos. Isabel Bragança ou Belinha, como é conhecida entre os mais chegados, está presa e condenada por causa do famoso processo CNC, que envolve também o ex-ministro dos Transportes Augusto Tomás e o antigo PCA da TCUL Abel Cosme, recentemente deportado pela justiça portuguesa. Isabel Bragança é conhecedora de um infindável número de dossiers ligados a pessoas que enriqueceram sem causa justificada. Por ela passaram vários projectos que acabaram na mesa de José Eduardo dos Santos, de quem era, além de cunhada, amiga pessoal. Isabel Bragança é para alguns nomes que conseguiram fazer a travessia sem serem atingidos pelo combate à corrupção de João Lourenço, uma “bomba-relógio”, em função da informação que ela detém a respeito de muitos que chegaram à riqueza através do “saco azul” que foi o Conselho Nacional de Carregadores, do qual foi também directota-geral adjunta para administração e finanças. Apesar de já condenada e a cumprir pena, Isabel Bragança é um alvo a abater mesmo na cadeia. 

Os outros nomes, cuja informação biográfica está ainda por se apurar, são os de ÁLVARO JOÃO, cujas referências até agora apontam (ou não?) para o porta-voz da Procuradoria-Geral da República. Sabe-se apenas que é um coronel(?) militar, catapultado para aquele cargo pelo general Pitta Grós, procurador-geral da República.

Existe ainda outras duas outras figuras cujo perfil e implicações não se conhecem publicamente e, por isso, difícil de estabelecer qualquer ligação óbvia: são eles ERNESTO PIRES e ANGELINO MIGUEL, nomes cuja ligação ao tema eleições em Angola ainda se está por estabelecer para melhor informação sobre as reais razões e motivos que levaram com que estejam implicados nesta lista de pessoas a eliminar elaborada pelo regime. 


NOTA IMPORTANTE: Estas mortes deverão dar pouco nas vistas. Elas devem ocorrer de forma subtil na maior parte dos casos, de modo a que não se façam ligações que comprometam os seus carrascos. Uma boa parte delas poderá até ocorrer por alegadas complicações de saúde, acidentes de viação ou mesmo através de outras situações fortuitas e aparentemente ocasionais. 


EM RESUMO, A LISTA AINDA INCOMPLETA DAS PESSOAS A ELIMINAR NOS PRÓXIMOS MESES*:


André da Silva Neto

Sebastião Diogo Jorge Bessa

Manuel Aragão

Eugénio Costa Almeida

Teixeira Cândido

Avelino Miguel

Isabel Bragança

Álvaro João

Nok Nogueira

Ernesto Pires

Angelino Vieira

Rui Verde

Dra. Maria Da Conceição De Almeida Sango


Constam, além destes nomes aqui revelados, outros ligados a figuras da sociedade civil, ecclesiásticas, activistas cívicos, políticos e outras que sejam detentoras de informações que possam colocar em risco objectivos estratégico-eleitorais. 


*A LISTA ESTÁ INCOMPLETA PORQUE EXISTE UMA ACTUALIZAÇÃO A SER FEITA POR UM CÍRCULO RESTRITO DE MEMBROS DO REGIME.



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