PROPINAS DOS COLÉGIOS E DAS UNIVERSIDADES- CELSO MALAVOLONEKE


Enquanto Decano de uma Universidade privada em Luanda, fizémos um levantamento das propinas das creches e colégios privados. E vimos que a média da mensalidade numa creche ronda os 60.000kzs. De um colégio um pouco menos, entre 50 a 55.000kzs.

Fizémos depois uma reunião com as direcções dos principais colégios para captar estudantes finalistas para a nossa Universidade. Na reunião houve uma situação caricata: perante a média da nossa propina -- 38.000kzs -- eles nos disseram que os pais dificilmente trariam os seus educandos pois desconfiariam da qualidade de uma universidade de preço mais baixo que o que pagavam no secundário. Quando souberam quanto auferiam os nossos docentes foram enfáticos: se eles pagassem aqueles salários jamais teriam professores com a qualidade requerida.



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Ali ficaram claras duas coisas: a primeira que a qualidade do ensino custa caro, seja na creche, primário, secundário ou ensino superior. De algum lugar têm que vir os recursos financeiros para custea-la; ou das propinas dos estudantes, ou de apoios do Estado.

A segunda coisa que foi um choque para nós é que, as creches e colégios têm os preços que têm e as pessoas pagam sem reclamar; as mesmas pessoas querem pagar 20% menos no ensino superior. Isso não existe em nenhum país do mundo. O ensino superior é sempre o mais caro porque tem mais despesas. Desde os honorários mais altos à investigação científica que é caríssima. Sem contar is laboratórios e bibliotecas. 

Noutra vertente, é preciso distinguir o ensino público e privado. O primeiro é gratuito ou subsidiado porque recebe total ou parcialmente fundos do OGE. Já o ensino privado são empresas que buscam o lucro e retorno do investimento dos seus donos. Os seus custos, despesas e retornos são da responsabilidade dos investidores. Se o Estado quiser que elas cobrem preços inferiores aos necessários para garantir esse retorno tem que entrar clm a diferença. Normalmente através de um programa de bolsas internas. Não se pode pedir ao investidor privado que entre em prejuízo para ajudar o Estado. Tem que ser o contrário. 

Finalmente -- em todos os países do Mundo, só vão para o sector privado do ensino os que têm posses. Os outros vão para o sector público que é financiado com o seu dinheiro de contribuintes...



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