Os dirigentes famintos se agarram aos cargos- Jacques dos Santos


ficam evidentes nas atitudes de neófitos dirigentes a vontade de se agarrarem como lapas aos seus cargos, com um receio incrível de os perderem. A ausência de pedidos de demissão é outro fenómeno. A ineficácia no desempenho e os escândalos que fedem de podre, são a mostra da volúpia do poder, da necessidade de manterem os cargos, do desejo incontrolado de não perder status.  



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Infelizmente, os maus exemplos abundam e levam a que de um período recente e brilhante de esperança (que continua cintilante no meu espírito) passássemos a um outro enevoado e conspurcado, caminhando sem cuidado para a precipitação no vale da descrença. A realidade é, nesse aspecto, dolorosamente cruel. O meu pensamento em relação à terra, está mais próximo do quadro trágico de um Dilúvio sem Noé, do que da prosperidade da Nação. Porquê? Porque noto a mesma ânsia da acumulação de bens mal ganhos, idêntica gana dos tempos passados, o mesmo afã que distingue os que se apegam doentiamente à riqueza, nunca disponibilizando uma côdea para dividir com o povo, nem sequer ponta de luz das barragens, dos sistemas solares e dos geradores onde se desperdiçam milhões de dólares sem resultados palpáveis. É lamentável que não se consiga descobrir o tal fio que os brasileiros pediram da usina de Paulo Afonso e iluminou, pelo menos, ao que se sabe, parte da grande Nação brasileira. 

Aqui, impera o sonho de ser ministro, governador, secretário ou director, administrador, ali onde se mantêm anos a fio na “kigoza”. Alguns desses funcionários pensam que os tais cargos são a sua profissão, não escondendo manifestações ridículas de apego aos cargos que os cegam. Uma vergonha, convenhamos. Longe do entendimento de que há sempre um tempo para viver e um outro para morrer. Nem críticas nem denúncias difíceis de contestar, nem dignidade para o pedido ou a demissão pura que se justifica. Esquecem. Se houvesse réstia de bom senso, excluir-se-iam comerciantes e empresários da vida política activa e da acção governativa. Político tem missão diferente da dos homens de negócios, que só vêm dinheiro no seu caminho. O nosso dinheiro devia ser, tem de ser canalizado exclusivamente para o bem comum, da sociedade, do bem-estar das populações”.


Jacques dos Santos in ‘JAcQUEs TOU AQUI’, Jornal de Angola, 10 de Outubro de 2021



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