Onde Andam os Estrategos do MPLA?



O MPLA é poder desde 1975 porque para cada etapa tinha uma estratégia que permitiu “correr” com os seus irmãos feitos inimigos (FNLA e UNITA).


Para manter-se no poder utilizou sobretudo a mesma estratégia, ou seja, minar a opinião pública utilizando a rádio, TV, jornais e o boca-boca.


Só que os tempos passaram MESMO e agora para além dos militantes da UNITA agora luta com a opinião dos seus próprios irmãos, filhos, vizinhos e afins.




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Todos de forma directa ou indirecta já perceberam que o problema de Angola não é apenas político é de má gestão dos recursos públicos que permitiram falta de investimentos e acções que ajudassem a serem felizes os Angolanos mesmo passando pelas suas mãos bilhões de USD com a venda do petróleo.


Sabem perfeitamente quem são os que traíram o seu presente e futuro e estão na Sonangol, Ministérios e organismos que geriram os fundos da China, transformando com este mau exemplo cada um a seu nível um PEQUENO LADRÃO da nação.


Com eleição de ACJ o laboratório da UNITA foi mais eficaz porque trás um mestiço, mais jovem e com sua liderança consegue convidar os “vizinhos” e compadres para uma Frente Unida como falado por Savimbi há mais de 45 anos.


Se a estratégia é silenciar ACJ tudo que foi feito está efectivamente a ter o efeito contrário, ou seja, mais desejado, popular e em condições normais ganha qualquer eleição em 2021, 2022, 2023 ou 2024.


Impugnar congresso nas condições em que pretende ser feito levará a uma espécie de solidariedade institucional e naturalmente poderá ganhar em 99%.


O MPLA ainda não terá percebido que a UNITA é dos partidos Angolanos que carrega o ADN das tradições Africanas e desenvolveu uma espécie de anticorpos criados sobretudo na primeira guerra civil (1976 - 1991) e mesmo aliciando altos dirigentes, médios e de base jamais a fonte secará na medida em que não criando condições de vida estável para a maioria dos cidadãos a revolta contra o MPLA continuará.


A fórmula para estes processos de transição é baixar os egos, conformar-se que hoje somos poder e amanhã podemos ser oposição e sobretudo NEGOCIAR para garantir que na saída ninguém fuja mais para Barcelona, Dubai, Singapura, Inglaterra ou outro lugar possível.


Marcos Silva (05/10/21)



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