Nem tudo é um mar de espinhos: O preço dos combustíveis em Angola- Madaleno Constatino



Angola atravessa um período económico sui generis nas últimas duas décadas, isto é desde o virar do milénio a este desvanecer de 2021. É bem verdade que para quem vive e convive com as massas vê a penúria, ouve o lamuriar e sente realmente o ranger de dentes de angolanos de todas as castas por conta da alta de preços. No meio desta tendência quase que generalizada de subida de preços de bens e serviços em Angola por _n_ motivos, existe uma gama de produtos de alto consumo directo e indirecto cujo preço em Angola é dos mais baixos a nível mundial: os combustíveis derivados do crude com destaque a gasolina e ao gasóleo; mas para a nossa análise fiquemos então com o gasóleo também conhecido por diesel por ser o principal combustível que move os sectores dos transportes, indústria, agricultura e energia.


A nível da região da SADC o litro (L) de gasóleo (GO) custa em média AKZ 590,00 sendo o Zimbabwe o pais com o preço mais alto, AKZ 874,96/L e Madagáscar o pais com o preço mais baixo AKZ 515,85/L, se colocarmos Angola de parte. A nível mundial os preços mais altos registam-se em Hong Kong aonde o L de GO chega a custar cerca de AKZ 1.363,00 e em Portugal cerca de AKZ 1.066,11.



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Grandes produtores de petróleo tais como Kuwait, Emiratos Árabes Unidos, Azerbaijão, Nigéria e Rússia, perdem para Angola em termos de preços do GO. Só para terem uma ideia o L de GO no Kuwait está no valor de AKZ 227,77. Angola perde apenas para países tais como a Venezuela aonde o GO é quase que oferecido a custo zero, Irão, Arábia Saudita e a Síria. 


Os exemplos acima são uma clara evidência de que não obstante o facto de o pais estar mergulhado numa situação clara de depreciação da moeda local resultando na subida generalizada de preços, os combustíveis (GA e GO) em Angola a custarem AKZ 160,00 e 135,00 respectivamente são dos mais baratos do mundo, graças a política do Estado Angolano em continuar a subvencionar a todo custo estes produtos no país, no sentido de evitar que a vida do angolano torne-se ainda mais difícil senão mesmo insuportável. *Quod Bonum est, bonum est.*


_31.10.2021_

Madaleno Constantino



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