Mulher acusa antigo PCA da Sonangol de se apropriar da sua residência



Uma cidadã nacional de nome Amélia José, de 37 anos de idade, acusa o antigo Presidente do Conselho de Administração da Sonangol Industrial, João Cândido Salvador, de a ter obrigado a fazer aborto e de se apropriar da sua residência.



De acordo com a nossa entrevistada, tudo começou no ano de 2020, depois do ´casal’ ter adquirido um apartamento, na rua da Missão, município de Luanda, com o número de registo 139-147.



Amélia explicou ao NA MIRA DO CRIME que no início da relação com Cândido tinha uma residência nas Ingombotas, município de Luanda, que era próximo a casa do  ‘amante’, João Salvador.




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Por este facto, recorda, o senhor não gostou da localização da mesma, situação que se agravou depois que, o filho deste, da relação com a “casada” apercebeu-se da relação que o pai mantinha fora do casamento.


“Ele obrigou-me a vender a minha casa, para puder comprar uma outra. E eu, consentido a orientação, depois de vender a mesma, fiz uma primeira transferência para a conta do João  Salvador com o Nº A006.0040.0000.5638.4211.1018.7 de 4 milhões de Kwanzas. Depois fiz uma outra transferência de e Akz 13 milhões  871 e cento e cinquenta mil kwanzas para uma conta BAI número 05638421110001, de uma empresa denominada Muxisalva Comércio Indústria, Lda. por si indicada”, explicou, mostrando a este Portal os comprovativos.


No entanto, depois de vender a casa, conta a senhora, o casal foi pagar um apartamento no  no kinaxixi, que estava em nome da senhora Sónia de Fátima Soares, passando o mesmo para o nome da Amélia José. O que ela não sabia, é que dias depois o senhor voltaria em casa da senhora que vendeu casa, para mudar a titularidade.


“Dia seguinte depois de pagarmos o apartamento, nas minhas costas,  o Cândido foi ter com a vendedora, forçando uma segunda declaração em seu nome, mais  deram-se mal porque o apartamento já tinha sido reconhecido em meu nome e já tinha pago o SISA, (pagamento do imóvel ao Estado) na AGT, e aguardava apenas a matriz na Terceira Repartição Fiscal, com o processo registado sob o número 57.2002 folha 59”, explicou.


Amélia acusa, também, Sonia de Fátima Soares, de 51 anos de idade, de ter passado duas declarações da venda da casa.


 “A senhora Amélia, mesmo sabendo que já havia passado uma declaração de compromisso do mesmo imóvel em meu nome, voltou a passar um outro, em nome do João Cândido Salvador”, disse.


Retirada a força de casa


De acordo com Amélia José, depois de se aperceber da armadilha que o ‘amante’ estava a planear, entrou na residência para evitar males maiores. Porém, no dia 28 de Outubro de 2020, o antigo responsável da Sonangol Industrial usou os seguranças da empresa, e retiraram a senhora da residência.


“Eram 8h 59 minutos, quando ele, em companhia de João Neto, chefe de segurança da Sonangol e mais dois operativos trajados com uniforme de segurança da Sonangol, retiraram-me a força do apartamento, mesmo sendo a proprietária, e depois de ter mantido uma relação com o senhor que durou dois anos e onze meses”, lamentou.


O aborto


Segundo a queixosa,  durante a relação, foi obrigada a fazer um aborto sob ameaças, numa  clínica situada no município de Cacuaco, sem as mínimas condições.


Caso está no SIC, mas não anda...


“Fiz uma participação ao SIC, e tem o número de processo  3403/020-03, mas infelizmente, depois de um ano, não anda. E sei que o caso está moroso porque o senhor, como era  PCA da Sonangol Industrial, tem influências, tem dinheiro, faz o que faz, suborna as pessoas e tudo isso  torna o processo lento”, acusou


Integridade física ameaçada


“Temo pela minha vida, o João Salvador, há  duas semanas convidou-me para um encontro de concertação, obrigando-me a ir a Centralidade do Kapari, mas não fui, mas tenho informações que ele nem sequer esteve lá, mas ligava para mim a fingir que estava a minha espera”.


Amélia diz ainda que o ex-companheiro se fez passar por vítima, e foi a Esquadra da Ilha do Cabo, abrir uma queixa contra ela. “Há dias fui surpreendida com uma patrulha na porta do meu novo apartamento, que me foram entregar uma notificação, não conheço quem eram os senhores, e nem sei se estou a ser seguida”.


João Cândido Salvador nega as acusações


Contactado por este portal, João Cândido Salvado nega as acusações e diz que comprou o apartamento sozinho.


“Existe um processo no SIC, e nós estamos a tentar conversar, mas ela é que se furta em resolver”, explicou, admitindo que teve sim uma relação  com a senhora Amélia. “Quanto ao apartamento, comprei sozinho. Ela tem sim um documento da casa mais tornou-se inválido. A antiga proprietário fez duas declarações, porque teve compaixão de mim, fui eu quem pagou o apartamento sem a comparticipação dela, a casa dela ela mesmo é que vendeu e nem sequer vi a cor do dinheiro”, defendeu-se. Quanto a gravidez, o senhor diz que a Amélia terá que provar a acusação.


“Quando diz que a persigo, não é bem assim, foi notificada e a Polícia tinha que entregar a notificação, todo mundo conhece a casa que ela arrendou”.


Na Mira do Crime 



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