Manuel Vicente o “rei da corrupção” impune e feliz da vida porque parte do dinheiro que roubou foi entregue ao MPLA



Manuel Vicente é considerado, tanto no país como a nível internacional, como o maior embusteiro de Angola de todos os tempos, que protagonizou a maior pilhagem do erário público jamais vista em outras latitudes. Apesar de todas as evidências e acusações, mesmo no âmbito do combate à corrupção e conexos, o indivíduo continua impune e na maior das calmas


O envolvimento de Manuel Vicente nos esquemas de corrupção e branqueamento de capitais é de longa data. Debaixo das “barbas” de José Eduardo dos Santos usou a seu belo – prazer o executivo, fundou dezenas de empresas “fantasmas” em conluio com os seus comparsas e associados, de que se destacam os generais Kopelipa e Dino, atiraram para o “abismo” o Banco Espirito Santo Angola (BESA).

Em 2009, o trio “Irmãos Metralha” (Vicente, kopelipa e Dino), através Portmill, mais uma das suas empresas de fachada, compraram vinte e quatro por cento do BESA por 375 milhões de dólares norte-americanos.



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A receita do petróleo correspondia em 2011 à metade do produto nacional bruto, com a particularidade de ser uma receita centralizada e, portanto, facilmente apropriável. Há montantes não contabilizados porque algumas transações se processaram através da Holanda, onde os grupos económicos portugueses e angolanos beneficiam de paradisíacas condições fiscais.

Manuel Vicente possui apartamentos na Quinta do Patino, em Estoril – Portugal, que nunca foram confiscados, em que habitam cento e cinquenta famílias, com incidência especial para angolanos e russos, moradias que atingem os dez milhões de euros. Alguns dos condomínios célebres são de Manuel Vicente, antigo presidente do Conselho de Administração da Sonangol e ex – vice – Presidente da República, adquiridos com dinheiro do erário público.

Em Dezembro de 2011, quando o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou o seu relatório sobre a performance económica angolana, tendo registado um buraco orçamental de cerca de trinta e dois mil milhões de dólares entre 2007 e 2010, quando Manuel Vicente estava na Sonangol e, um ano depois, foi ocupar o cargo de vice-Presidente da República. A referida quantia corresponde precisamente um quarto do Produto Interno Bruto angolano.

Em Maio de 2012, o novo relatório do FMI confirma o anterior e traz novos dados sobre a realização em larga escala de despesas não orçamentadas a partir de rendimentos do petróleo. O total atinge quase quarenta e dois milhões de dólares norte-americanos.

Ainda de acordo com aquele relatório, entre Janeiro e Outubro de 2011, apenas um quarto dos rendimentos da Sonangol deram entrada no tesouro nacional. Além da sua comissão, a Sonangol reteve nesse período 7,7 mil milhões a título de reembolso por gastos realizados em nome do governo, sem fornecer mais pormenores.

Manuel Vicente tem acções no Banco Africano de Investimento (BAI), com dinheiro da Sonangol com uma acção de quarenta e oito por cento.

Nas últimas duas semanas, o Jornal 24 Horas online contactou o grupo de assessores de Manuel Vicente, que não aceitaram ser identificados, que disseram apenas que «os casos de corrupção e branqueamento de capitais de que é acusado o antigo vice-Presidente da República, tanto em Portugal como em Angola, não terá pernas para andar, porque ele devolveu a maior parte do dinheiro roubado do erário público. E acrescentaram que do dinheiro fruto da corrupção, uma parte foi entregue ao MPLA que o tem gasto nas suas actividades partidárias. Manuel Domingos Vicente vai participar na campanha eleitoral para a reeleição de João Lourenço», sublinhou-se.

Entretanto, apurou-se que Manuel Domingos Vicente não está em Angola, encontra-se no exterior, concretamente no Dubai, onde se encontra em tratamento médico e a desfrutar das riquezas tiradas de forma ilegal do país.

A fonte contactada referiu ainda que «caso o engenheiro for parar a barra da justiça, a maioria do MPLA estará com ele. Há militantes do MPLA que poderão partilhar a mesma cela com ele, mas isso será impossível, porque o nosso sistema judicial tem ainda controlo do Presidente da República, só ele é que vai definir quem é que deve ou não ser responsabilizado pelo crime de corrupção. Manuel Domingos Vicente não é o único ladrão do dinheiro do erário público em Angola. Os ladrões são todos militantes do MPLA que estiveram muito tempo no aparelho do Estado», rematou a fonte. DK



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