FMI está cada vez mais pessimista quanto ao destino da economia nacional: Angola entre os três países da África Subsaariana com recessão em 2021



Angola consta da lista dos três países da África Subsaariana que irão registar uma recessão económica em 2021 e o único da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com crescimento negativo, apurou o Mercado com base nos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).


O FMI apresentou esta semana as perspectivas no mais recente World Economic Outlook sobre as perspectivas económicas globais, onde reviu em baixa as previsões de crescimento de Angola para uma contracção de 0,7%, contra a recessão de 0,1% prevista na análise detalhada à quinta revisão do Acordo de Financiamento Alargado (EFF, na sigla em Inglês) com Angola.


Na África Subsaariana, a República Centro Africana é o país que terá maior recessão, com uma queda de 1%, seguida de Angola, com 0,7% e do Congo-Brazavile com uma contracção de 0,2%. Juntos formam as piores performances da região. No sentido contrário, está o Botswana com uma expansão da economia na ordem dos 9,2%, seguido das Ilhas Seychelles (6,9%) e do Burkina Faso (6,75), jun-tos completam o pódio.



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A África subsaariana viu a estimativa de crescimento melhorada em 0,3 pontos este ano e piorada também em 0,3 pontos face à actualização das previsões de Julho, significando que a retoma será mais lenta que o inicialmente previsto. A confirmarem-se as previsões, a região deverá acelerar, em 2022, face ao crescimento de 2019, ano em que registou uma expansão de 3,1%, seguida de uma recessão de 1,7% no ano passado por causa dos efeitos da pandemia da COVID-19.


Já na SADC, todos os países da região crescem em 2021, expceto Angola. Botswana e as Ilhas Sey-chelles continuam a liderar o ranking das economias que mais irão crescer na comunidade.


Os dados do FMI indicam também que Angola será a única economia dos PALOP que não vai crescer este ano. Todos os países lusófonos vão voltar a ver as suas economias crescer este ano, com uma média de 2,5%.


A Guiné Equatorial, com 4,1%, é a economia lusófona que registará uma recuperação mais elevada, ainda que o FMI estime que em 2022 regresse às contracções, enquanto Cabo Verde, com um crescimento de 4%, é o que sai melhor da quebra histórica de quase 15% registada no ano passado, devido aos efeitos da pandemia.


A Guiné-Bissau, com 3,3%, Moçambique, que crescerá 2,5%, e São Tomé e Príncipe, com 2,1%, completam o leque das economias lusófonas em recuperação. O FMI diz que São Tomé e Príncipe foi a única que conseguiu manter o crescimento durante a pandemia, ao crescer 3% em 2020, ao contrário de todas as economias lusófonas.


A nível mundial, Angola encontra-se no grupo das 18 economias com crescimento negativo. Palau será a economia com o pior desempenho do mundo no final deste ano. De acordo com o FMI, o arquipélago da Oceania vai contrair 19,7%, ao lado de Myanmar e Samoa, com recessões de 17,9% e 7,2%, respectivamente. Líbia é dada como a economia que mais vai crescer, com uma expansão de 123%.


Ao se concretizar as perspectivas de crescimento para a economia nacional para este ano, Angola volta a contrair pela sexta vez consecutiva. As recessões começaram em 2016, com a queda de 2,6%, em 2017, a economia contraiu 0,1%, em 2018 piorou para uma contracção na ordem dos 2%. A economia voltou a cair 0,6% em 2019, e em 2020 registou o afundanço de 5,1%.


As previsões deste ano para Angola


Ao lado do FMI, o Banco Mundial é outra instituição de Washington que também reviu em baixa as perspectivas de crescimento do País. No mais recente relatório “Africa ‘s Pulse”, divulgado na semana passada, o Banco Mundial diz que este ano a economia vai crescer de 0,4%, contra os 0,5% revistos em Julho. Em Janeiro a instituição previa um crescimento na ordem dos 0,9%.


Já o gabinete de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) também piorou a previsão de crescimento, prevendo agora uma expansão “acima de 1%”, quando em Julho admitia que o crescimento fosse até aos 3%.


O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola tem a pior previsão do País. No relatório económico mais recente de 2019 - 2020, a instituição prevê uma recessão de 1,98 % em 2021, justificando que a queda na produção diária de petróleo e o falhanço do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) estariam a contribuir para o desempenho negativo.


Já o Executivo, apresenta perspectivas animadoras. Na primeira semana de Outubro, o Governo melhorou a sua previsão de um crescimento zero, previsto no OGE 2021, para uma recuperação de 0,2% até ao final deste ano, voltando para uma trajectória de crescimento que ocorria até 2015, segundo o Memorando de revisão à Programação Macro-económica para o ano 2021, aprovado recentemente pela Comissão Económica do Conselho de Ministros.


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