"DOIS PESOS DUAS MEDIDAS



O ativista Fernando Macedo continua retido na Lunda Sul aguardando deste quarta-feira (29) por “orientação superior” do Presidente da Comissão Multisectorial de Controle e  Combate a Covid-19,  para regressar a Luanda e  receber assistência médica  depois de ter testado positivo a Covid-19.  As autoridades da Lunda-Sul  reiteram não ter autorização para que o ativista vá a Luanda, pelos próprios meios.


Há precisamente um ano, o nosso jovem governador  Sérgio Luther Rescova Joaquim adoecia pelo mesmo diagnostico  no  Uíge. Numa sexta-feira (2 Outubro), a   Presidência angolana  foi comunicada  e na mesma noite orientou  o enviou de uma  aeronave   integrada por uma equipa do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), a fim de evacuar o governador provincial, já que no Uige não havia condições  inclusive, falta de oxigênio nos hospitais.  O mesmo aconteceu com o membro do BP do MPLA Pinda Simão que apanhou Covid-19, no ano passado  também no  Uige e evacuado para Luanda. Em nenhum momento ouvimos falar que o delegado da saúde do Uíge exigiu autorização do Presidente da Comissão Multisectorial de Controle e  Combate a Covid-19, para a  evacuação dos dois casos mencionados.




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O que se pretende no caso Macedo, não é ajuda do Estado para a sua evacuação mas que seja autorizado – se assim a lei manda -  a regressar a Luanda com os seus próprios meio   para melhor acompanhamento hospitalar.  É em Luanda, onde Macedo tem casa, família, e meios próprios para acudir o seu estado de saúde.   É o paciente  e a  sua família que decidem onde o mesmo deve receber tratamento. Uma “autorização superior” que já levam mais de 48 horas, para chegar parece mais má-fé ou incompetência das autoridades da Lunda-Sul.


Como escreveu o  advogado Pedro Romão, “O Senhor Fernando Macedo  está infectado  com a Covid-19, o que ainda assim carece de teste de confirmação, desejavelmente, através de PCR. Seja como for, encontra-se assintomático. Não reside na província da Lunda Sul, para onde se deslocou em trabalho. Está a incorrer em despesas descabidas por não estar onde dispõe de meios e a província na qual reside dispõe de mais meios, caso necessário, ser melhor e mais eficazmente assistido” por isso “vem reiterar e requerer a sua imediata evacuação para a província de Luanda”


José  Gama 



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