Banco protegido por Massano não presta conta há 3 anos



O Banco Económico completou, Quarta-feira, 13, três anos e 13 dias desde que deixou de informar ao mercado os resultados das suas operações, já que a institUição não divulgou, no período, nenhum relatório e contas das suas actividades, o que está a levantar questionamento sobre eventual processo de falência em curso. Segundo o site POC-Noticias, o balancete do terceiro trimestre de 2019 foi o último documento oficial do banco divulgado em que se resumem as operações da instituição bancária, quando a norma do banco central impõe publicação egular e atempada dos relatório e contas anuais, demonstrações de resultados e dos balancetes, no caso dos trimestres. O último relatório e contas conhecido é o referente a 2018e dá conta de um esultado líquido de 36.374 milhões de kwanzas, valor que representava um rescimento de mais de 500% face ao total recolhido ao longo de todo ano 2017. 


Por sua vez, os recursos de clientes tambem tinham registado um salto considerável.


A postura do banco, adianta a fonte, está a levantar suspeitas, em vários ciclos da vida económica e empresarial do país, de um possível desfecho negativo na busca de solução do banco. Vários agentes económicos não descartam hipóteses de a instituição estar a viver uma falência técnica. Isto num mês em que o banco central se prepara para dizer se o Económnico continua ou não a operar no País. 




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Ao POC-Noticias, um empresário de influência no sector imobiliário, que pediu o anonimato, garantiu que a não divulgação de contas dentro dos prazos é o primeiro sinal de irregularidade nas operações de uma empresa, e não descarta que esse seja o caso do Banco Económico. 


"Não tenhamos muitas ilusões. O banco está com problemas e grave. Se está há três anos que não divulga as contas, nem diz onde estão aplicados os recursos dos clientes, o que vamos pensar, nós, depositantes, das suas acções?", questionou o empresário, para quemo banco central é "cúmplice" no que pode vir a acontecer com os recursos dos depositantes.



Como surgiu o Banco Econômico? 


O Banco Económico surge da falência do Banco Espírito Santo Angola (BESA) que, segundo investigações, foi alvo de uma “operação” de apropriação e pilhagem levada a cabo pelo “triunvirato presidencial” da época, o ex – vice-Presidente da República e antigo PCA da Sonangol, Manuel Vicente, e os generais ligados na altura à Presidência da República, Kopelipa e Dino, sintomaticamente conhecidos como “Irmãos Metralha”.


Essa operação assentou em duas vertentes: Na primeira, em Novembro de 2009, o BESA concedeu três créditos, no total de 375 milhões de dólares, a três “empresas-fantasma”, propriedades dos “Irmãos Metralha”. Estas empresas,  Althis Siderurgia, Delta Inertes e Betão e Nazaki Hidrocarbonetos,  simularam o levantamento dos 375 milhões de dólares para logo os depositarem na conta da Portmill, que assim comprou 24 por cento das acções do próprio BESA. Esta fraude é clara.



Lima Massano o atual governo do BNA teve um papel fundamental na operação de controlo do BESA pelos “Irmãos Metralha”, ou seja,  Vicente, Dino e Kopelipa. Lima Massano foi presidente do BAI, do qual a Sonangol era a maior accionista. Essa presidência do BAI coincidiu com o controlo de Vicente na Sonangol. Os mandatos de Massano como governador do BNA também coincidem com períodos de influência de Vicente. Estes são factos coincidentes.



Sublinhe-se que o governador do BNA, José Massano, tem sido acusado de ‘proteger’ o Banco Económico e de ser cúmplice na ocultação do desvio de mais de 2,5 mil milhões  de dólares, ocorrido no referido banco, entre Junho e Dezembro de 2017.


Serão “culpas que vão morrer solteiras”?



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