Arlindo Ngueva, depois de falir o Banco KEVE protege interesses do general Dino e dos “Metralhas” no Banco Económico



Arlindo Ngueva Narciso das Chagas Rangel, sobre quem pesa a acusação de ter falido o Banco Keve quando foi o presidente da Comissão Executiva daquela instituição bancária, é agora apontado de ser o “protector” dos interesses do general Leopoldino do Nascimento “Dino” no Banco Económico


Segundo opiniões competentes do sector económico nacional e não só, Arlindo Ngueva há muito que devia estar a contas com a justiça, mas como é bem protegido pelos “cabecilhas” da máfia que desgraçou o país e o deixou na miséria, começando por José de Lima Massano, governador do Banco Nacional de Angola (BNA), continua a deixar o seu rasto de “malabarices” por onde passa.


Arlindo Ngueva das Chagas Rangel, foi quadro do Banco de Poupança e Crédito (BPC), depois de ter começado as lides bancárias  no então BESA (Banco Espírito Santo Angola, já falido) ainda bastante jovem. Deu continuidade no BPC, contudo, cedo enveredou para caminhos que o levaram a perder a confiança do então PCA Paixão Júnior que o tinha guindado ao cargo de  director do Tesouro e Mercado, tendo sido afastado daquele banco público.





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Por indicação do general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, antigo consultor da Casa de Segurança da Presidência da República na vigência do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, de quem já era “testa – de – ferro”, voltou ao BESA, com um novo cargo junto ao Conselho de Administração.


O general Dino é um dos membros do “triunvirato presidencial” da época, com o ex – vice-Presidente da República e antigo PCA da Sonangol, Manuel Vicente e o antigo chefe da Casa de Segurança general Kopelipa, sintomaticamente apelidados por “Irmãos Metralha”.


O Banco Espírito Santo Angola (BESA) acabou por falir porque, segundo investigações, foi alvo de uma “operação” de apropriação e pilhagem levada a cabo pelos “Irmãos Metralha”. Das “cinzas” do BESA nasceu o Banco Económico (BE).


Quando da falência, Arlindo Ngueva era administrador executivo do BESA e ainda participou na criação do Banco Económico. Na sequência, acabou por ser convidado para ser o novo presidente da Comissão Executiva  do Banco Keve.


Foi durante a sua gestão que um parecer de auditoria independente da Deloitte às contas de 2016 do Banco Regional do Keve (BKV) revelou que existiam insuficiências nas provisões criadas para prevenir o risco de perda de um volume de crédito cedido nos anos 2015 e 2016 e a manutenção operacional do banco.


A nota dos auditores externos às contas do banco levantaram dúvidas sobre a capacidade das provisões para crédito em situação irregular nos anos 2015 e 2016 e denunciou violação pelo banco de dois avisos e um instrutivo do BNA. “As insuficiências ameaçam o futuro operacional da entidade sob a gestão de Arlindo Ngueva Rangel”, alertava a Deloitte.


De acordo com o auditor, as insuficiências tinham origem no incumprimento pelo banco de três regulamentos do Banco Nacional de Angola (BNA), precisamente os avisos nº11/2014 e nº12/2014 e o instrutivo nº09/2015, relativos à “classificação de risco das operações de crédito concedidos a entidades relacionadas”.


Apesar de o banco sob a gestão de Arlindo Ngueva Rangel ter feito um reforço para provisão de crédito de cobrança duvidosa, cedido nos anos 2016 e 2015, no valor de 6.926 milhões de kwanzas e de 2.858 milhões, respectivamente, o auditor independente não passou ao lado e pôs nota negativa ao balanço de 2016.


Assim sendo, o banco central deveria de imediato ter accionado os mecanismos da lei e Arlindo Ngueva deveria responder à justiça. Em vez disso, protegido pelos “irmãos Metralha” e por “interesses ocultos” que tem defendido, com o apadrinhamento do governador do BNA, José de Lima Massano, o “testa – de – ferro” de Leopoldino do Nascimento “Dino” foi nomeado para o Conselho de Administração do Banco Económico onde desempenha a função de administrador executivo.


É neste quadro que tem defendido os interesses, bem com encoberto as falcatruas financeiras das empresas, não só do seu mentor, general Dino, de quem é o “testa – de – ferro”, mas também os de Manuel Vicente e Kopelipa, ou seja, do trio “Irmãos Metralha”, como a Geni e a Lektron Capital que beneficiaram de financiamentos do Estado, através da Sonangol, para a aquisição de participações sociais no Banco Económico.


Pelo que se tem tornado público, o Banco Económico tem sido useiro e vezeiro no incumprimento às normas determinadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA). Porém, apesar de consecutivas faltas, o BE tem sido salvaguardado pela própria entidade reguladora, ou seja, o BNA, considerando o envolvimento do seu governador com os prevaricadores.


Recorde-se que o governador do BNA, José Massano, tem sido acusado de “proteger” o Banco Económico e de ser cúmplice, por ocultação, do desvio de mais de 2,5 mil milhões  de dólares, ocorrido no referido banco, entre Junho e Dezembro de 2017.


A quantas andam os processos – crime de Manuel Vicente, de Kopelipa e Dino? As falcatruas cometidas por Arlindo Ngueva, entre tantos crimes de lesa – Pátria que são cometidos no sector bancário vão somar e seguir sem que as autoridades ponham termo ao “el dorado” da pilhagem? O lugar de Arlindo Ngueva é na cadeia, assim como os seus “padrinhos” e “mentores”!



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