Angola vai pedir um tempo nas relações que tem com o FMI



A consultora Eurasia considera que o Governo não deve prosseguir com qualquer plano de apoio, técnico ou financeiro, com o Fundo Monetário Internacional (FMI), além do EFF que está actualmente em execução e que termina em Dezembro, porque, argumentam, devido à necessidade de aumentar a despesa pública em ano de eleições.



A consultora Eurasia considerou recentemente que Angola não deverá pedir ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um novo programa de assistência financeira devido à necessidade de aumentar a despesa pública em ano eleitoral, com eleições gerais marcadas, em princípio, para Agosto de 2022.




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“É pouco provável que Angola prossiga com um segundo programa do FMI até depois das eleições de 2022 devido ao aumento da pressão sobre a despesa pública para sustentar o apoio ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder)”, lê-se num comentário à evolução da situação económica no país.


No comentário, enviados aos clientes, e a que a agência Lusa teve acesso, os analistas escrevem que “a retirada dos subsídios, o abrandamento da economia angolana e o falhanço do partido no poder em garantir algumas promessas eleitorais levou a um declínio do apoio nos tradicionais bastiões”.


Para os analistas desta consultora, “a crescente concorrência eleitoral colocada pela formação de uma coligação na oposição e as mudanças à lei eleitoral aumentaram o risco da existência de mais protestos políticos nas vésperas das eleições de 2022”, e consideram, ainda, que há um fortalecimento da oposição liderada por Adalberto Costa Júnior.


Este fortalecimento da oposição, diz o comunicado da Eurasia, “pode fazer com que o Presidente, João Lourenço, atrase a redução dos subsídios aos combustíveis e acelere o ritmo dos programas para atrair investimento direto estrangeiro e diversificar a economia”.


A questão do fim da subsidiação dos combustíveis é uma questão sensível que tem vindo a ser adiada apesar de ser uma das principais reformas acordadas com o FMI. “A manutenção dos subsídios aos combustíveis, apesar do programa do FMI, demonstra a pressão política sobre o Governo, nas vésperas das eleições de 2022, com os principais partidos da oposição a ganharem terreno nos maiores bastiões governamentais”, podia ler, também, numa outra nota da consultora.


No ano passado, o Governo gastou 950 milhões de dólares em subsídios que tornam os combustíveis mais baratos para os consumidores. Só no primeiro trimestre de 2021 esse valor foi de 264 milhões de dólares, “colocando a despesa deste ano em subsídios numa trajectória mais elevada que no ano anterior”, concluem os analistas.


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