JORNALISTA FÁBIO BARROS ACUSA SEUS ANTIGOS CHEFES DE MEXEREM NOS COFRES DA RÁDIO DA UNITA




A CULPA É DO RÁDIO QUE COMPREI PARA ACOMPANHAR AS PUBLICIDADES.

Está a fazer um ano, desde que fui desafiado a organizar e dinamizar o sector de publicidade da rádio Despertar, que foi a evoluir a departamento comercial e marketing. 


O convite surge numa altura de incertezas quanto à nova direcção da rádio e expectativas sobre o melhoramento funcional e de condições de trabalho.


Apanhou-me distraído por nem nos sonhos cruzar com tal circunstância, também porque, no quotidiano da rádio, haver quem se manifestasse interessado, outros por estarem mais perto dos "donos da rádio". 




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Após consultar algumas pessoas com mais tempo de casa do que eu, família e outras referências morais, decidi aceitar. Afinal, tratava-se da rádio que me estava a dar oportunidades profissionais e aprendizagem contínua. Por isso, devia doar-me, profissionalmente, contribuindo, desta forma, à optimização.


Não faltou quem dissesse à boca pequena que eu podia ser inapto, simplesmente, por usar o cabelo afro, por ser " descolado ", ou ainda por me relacionar, directamente, com todos os funcionários (podia servir-me de alguma vantagem), ...


Em meu jeito simples e descomplicado de viver, não fazia ideia de que uma sala de trabalho, uma colega assistente, com um subsídio de comunicação de 5 mil kzs semanal, fizesse de mim o próximo alvo a abater por pessoas cujos interesses desvangiosos à progressão da própria rádio e a melhoria de condições de trabalho podia ser beliscado.


No decorrer do exercício de funções, em uma semana, experimentei barreiras impostas de mãos invisíveis por mim e por colegas da redacção, sendo que, da administração para dentro, conheciam-se outros chefes e outros modos de funcionar que atropelam o mínimo de gestão que conhecemos. 


Clientes intocáveis, protegidos, pagamentos não declarados, cargos sombras, retenção de documentos, reuniões fora do ambiente de trabalho, ordens superiores, comunicação que potenciam intrigas, são apenas algumas das características que sustentam o poder dos "donos da rádio". 


Diante de atropelos que ferem o meu pequeno acervo profissional, ético e moral, e por não receber solidariedade de meus superiores hierárquicos, quando informasse sobre flagrantes e práticas lesivas à própria rádio, em reunião, anunciei que haveria de formalizar a minha demissão, quando cumprisse com uma reunião já agendada para aquele mesmo dia, no centro da cidade, ao fim do dia. 


Ao regressar da reunião, fui impedido por seguranças de acessar à sala de trabalho, onde repousaria a pasta e pegaria a minha chave de casa. Sob todos os  argumentos possíveis, não cederam. Ao telefone, disse-me o meu chefe directo, o Engenheiro Chamissa, que apenas cumpria ordens superiores. Informou lamentando em resposta a possibilidade de eu pegar a chave de casa e algum valor sob pena de passar a noite na rua.


Só no dia seguinte, às 13 horas, permitiram-me o acesso à sala, mas sob escolta de um Kota fixe, o mano Tonecas, (não concordava daquilo, disse-me que também cumpria ordem superior) apenas para retirar a chave de casa. 

Apesar de não ter formalizado a minha demissão, invadiram a sala onde trabalhava e daí para frente, iniciaram os bloqueios até na redacção.

O método não é novo. Já foi assim com o Cláudio In, Kabanga Dikulo, José Magalhães e tantos outros.


Estou lembrado de quando mandei arranjar um pequeno rádio para acompanhar a partir da sala a emissão de spots e programas de espaços comerciais, porque não confiava no mapa de programas que tinham cedido manifestamente contra vontade, após várias insistências.

#O pequeno rádio ameaçava interesses.


Engana-se quem pense que a direcção da UNITA ou um órgão qualquer tem ligação directa e pronta com os órgãos de direcção da RD. É, justamente, aí que reside o problema. Talvez, o partido não estaria, frequentemente, na boca da imprensa por atraso de salário, com uma gestão competente, destemida e que soubesse fazer, efectivamente, leitura de oportunidades que oferecem os diferentes ambientes de que a rádio faz parte e aos mercados a que está inserida. É certo que, a " rádio do Povo" teria mais autonomia financeira e, consequentemente, melhores condições de trabalho.


Ficou o aprendizado, as memórias e a boa relação com clientes, alguns tornaram-se amigos.



Lil Pasta News, nós não informamos, nós somos a informação 

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