Ex-trabalhadores da Media Rumo denunciam gestão danosa, dívidas em atraso e não pagamento da segurança social




Um grupo de ex-trabalhadores do grupo empresarial de comunicação social Media Rumo S.A. denominado TASK FORCE denunciou, por meio de cartas dirigidas aos órgãos do Estado e organizações de defesa dos direitos dos trabalhadores, o não pagamento de dívidas aos ex-funcionários bem como os inúmeros atropelos à Lei Geral de Trabalho numa gestão que consideram danosa da parte do seu accionista e PCA, Domingos Vunge.


Nas missivas, a TASK FORCE diz que actua em seu nome e “na condição de ex-funcionários amplamente prejudicados pela empresa Media Rumo S.A., proprietária do jornal Mercado (Finance and Economy), do jornal Vanguarda (Política e Sociedade) e da revista Rumo (Business Intelligence) com sede  no Centro Logístico de Talatona, armazém C6 e C7 e cujo gestor principal ou Presidente do Conselho de Administração é o sr Dr. Domingos Vieira Vunge.





São os seguintes os factos:

1. A empresa Media Rumo S.A. não segue as regras mínimas de Corporate Governance uma vez que o Conselho de Administração não funciona de modo colegial, até porque todos os restantes administradores desvincularam-se da empresa. Logo,   todos os actos praticados pelo Sr. Domingos Vunge são , por lei, irregulares e ilegais quanto mais seja por estramos a falar de uma  sociedade anónima;

 






2. A Media Rumo S.A. tem até ao momento um volume de dívida com ex-colaboradores de mais de 200.000.000,00 (duzentos milhões de Kwanzas) e mais de 300.000,00 (trezentos mil Euros) e o Sr Dr Domingos Vunge recusa-se a providenciar pagamento ao qual se comprometeu através de carta de reconhecimento de dívida. No valor mencionado, estão incluídos aproximadamente 56.000.000,00 (cinquenta e seis milhões) de Kwanzas e cerca de 84.000,00 (oitenta e quatro mil) Euros referentes à dívida salarial aos subscritores desta missiva.

 

3. A Media Rumo está, ainda, em dívida para com o INSS e AGT, relativa aos impostos exigidos, por lei, desde 2017, sendo que estes rondam os 300.000.000,00 (trezentos milhões de Kwanzas).

 

 

4. O Sr Dr Domingos Vunge usa o facto de ser um membro do Conselho Económico e Social do Presidente da República para cometer irregularidades contra os seus trabalhadores, pensando, erradamente, que esta posição o protege e torna-o intocável.

 

5. A empresa tem mais de dez processos judiciais a correrem os seus trâmites legais nos tribunais.

A TASK FORCE considera também que a Media Rumo é um dos exemplos mais claros e visíveis de gestão danosa e errática, até porque, pois, o Sr Domingos Vieira Vunge apropria-se dos valores que entram em caixa para o seu uso pessoal ou utilização indevida noutras  empresas, nomeadamente, DV Cafés, Casa dos Frescos, Cuidados Têxteis Industriais (5ÀSEC) ou A Minha Cantina.

Assim sendo, a TASK FORCE não tem alternativas senão a de iniciar uma campanha de denuncias pelos meios de comunicação social de Angola e dos PALOP´s para que os nossos direitos sejam respeitados, as dívidas liquidadas e danos directos e indirectos sejam reparados.

 

 

Sobre a TASK FORCE

 

A TASK FORCE é um grupo de quatro ex-funcionários da Media Rumo, que subscrevem essa nota e pretendem ver as suas dívidas salariais, subsídios e descontos da segurança social pagos pela firma a quem dedicaram anos de trabalho duro e esforço comprovado.

Karinne Manita (apresentadora de televisão), Kátia Lopes (funcionária sénior), Stanislau Pataca (gostor de IT) e Edjaíl dos Santos (jornalista) - contactar através do email: taskforcedividamr@gmail.com



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