ENTRE O IDEALISMO POLÍTICO E O REALISMO POLÍTICO- TIMOTIO MIRANDA



Hoje por hoje na política nacional é Verificável a vontade ardente de vários actores sociais prestarem contributos sobre o "status quos" da gestão do estado, do enquadramento das políticas públicas bem como do futuro desta rica nação com pés de barro. E claramente quando balançamos as ideias enche-nos os olhos porque hoje o angolano já fala política. Mas como fala? Os grandes teóricos sempre aconselharam a termos uma visão mais endógena do que exógena quando o assunto é falar sobre uma determinada colectividade( A história, a espiritualidade, determinação, auto-análise são valências importantes a se ter em conta) . 



A história por via das revoluções, sejam elas africanas, europeias, americanas ou ainda asiáticas nos ensinaram e continuam a ensinar princípios que foram válidos naquelas sociedades e que possivelmente pode ser reaproveitado. Oque é o ideal para o nosso país quando o assunto é a alternância? É ideal que o nosso povo acorde e assuma as rédeas da revolução popular, porque reza a história que as grandes mudanças foram feitas pela Sociedade Civil num espírito de levantamento sistemático e de resistência com laivos de partidos na oposição; reza ainda que estes povos tiveram de ter um nível de consciencilização muito alta capaz de os fazer mover montanhas. É ideal ainda que o nosso povo nas condições em que se encontra esqueça os partidos políticos e centra-se apenas em si como vector de mudança. Isto é o ideal na minha perspectiva, mas isso é o Real? 


REALISMO POLÍTICO é analisar as coisas como são, não conforme gostaríamos que fossem, daí de o Maquiavel ser chamado muitas vezes como o pai do Realismo Político. 

Temos uma população estimada em mais de 32 milhões de habitantes, a maioria esmagadora na linha da pobreza procurando apenas o básico para o sobreviver e não tem a acesso a educação escolarizada, educado pela via popular a obedecer as autoridades de forma incondicional e a se posicionar nos cânones dos partidos hegemônicos; até se riem dos jovens que manifestam que nem chega 0,5% do total de habitantes. Essa retórica esqueçamos a força dos partidos políticos é uma lavagem cerebral e táticas de retirar a responsabilidade que cabe aos partidos políticos que almejam o poder. Se este 0,5% avança e vence, depois quem tomará o poder como diz a Constituição são os partidos políticos. 


A fórmula já foi lançada é a União, onde a sociedade civil e os partidos políticos estejam dispostos a perder e a ganhar pela mudança. As eleições passadas já nos ensinaram muito e temos que aceitar a dinâmica da nossa sociedade, nós sabemos que o dia 24 de Outubro e 11 de Novembro foi uma proesa de unidade, mas esta unidade deve haver pactos, e todos/as devem ser tidos e achados no tracejamento de estratégias. Ou ganhamos todos e todas ou perdemos em pé. 


( Abraços do vosso irmão Timóteo Miranda).



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