CONSELHEIRO DO COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA NACIONAL ATROPELA MOTOQUEIRO E FOGE



O comissário da Polícia Nacional (PN) e conselheiro do comandante geral da corporação, Noé António da Silva, está ser acusado de usar das suas influências e imunidades para arquivar processos contra si no comando municipal da PN em Talatona, nº 581/2021, Luanda, e junto da Procuradoria Geral da República, nº 7385/021-RA, relacionados a um caso de atropelamento em que foi vítima o jovem Hamilton Juliana, 31 anos de idade (Arquiteto de profissão).


Segundo fontes próximas à vítima, o jovem sobreviveu de um “trágico” acidente que deixou a motorizada em que se fazia transportar sem algum proveito, quando no passado dia 1 de setembro Hamilton Juliana foi atropelado no Talatona por uma viatura de marca Toyota, modelo GXR-V8, cor Cinza, cuja chapa de matrícula omitimos propositadamente, conduzida, no momento, pelo suposto comissário Noé António da Silva.




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Familiares do jovem que ainda se encontra em fase de recuperar do trauma psicológico e físicos, para além dos danos materiais por calcular, acima de 1 milhão de kwanzas, estima-se, exigem que se faça justiça sobre o caso que envolve o comissário da PN e conselheiro do comandante geral, Noé da Silva, porquanto os processos que estão sob alçada do comando de Talatona e PGR foram, presumivelmente, arquivado, por força das suas influências ou imunidade. 


Segundo os quais, Noé da Silva, até a presente data, nunca teria sido convocado pelos órgãos de justiça para pelo menos responder pelo sucedido, perante o lesado e consequentemente encontrar solução pelos danos causado.


Interlocutores confirmam que ao ver a gravidade do acidente, pois a viatura teria passado por cima da motorizada, o veículo em que seguia o suposto oficial superior da polícia pôs em fuga, tendo o jovem sido socorrido por transeuntes que ali se encontravam. 


Ao ser perseguido por outros automobilistas, alegam fontes testemunhas, perderam a viatura de vista mas presumem que tivesse se dirigido a uma das esquadras mais próximas.


“Eu estava andar de motorizada à frente da viatura que eu não sabia de quem se tratava. Ele acelerava e travava e simultaneamente buzinava para eu lhe ceder prioridade. Como haviam outras viaturas a frente de mim, não era possível. Quando a viatura a minha frente apanha outra faixa, de repente assustei estou no ar a voar. Fui cuspido e caí ao lado. Em vez de ele parar depois disso, põe-se em fuga. Graças a um carro que estava atrás dele começou a perseguição e com isso, ele deu conta que foi exposto e só assim provavelmente fez com que ele fosse até a uma esquadra do Futungo”, disse o lesado à nossa reportagem quando o solicitamos após a denúncia.


Para o espanto da vítima, lembra, menos de 30 minutos depois do incidente pareceu no local uma subinspectora da Polícia Nacional, destacada na esquadra de Talatona, arredores da TV Zimbro, aonde o sinistrado teria sido levado pela mesma agente, alegando que já era do domínio da polícia o que tinha acabado de acontecer, e sobretudo, a viatura já teria sido localizada assim como o respectivo condutor identificado e convocado para a referida esquadra para o devido interrogatório.


Naquele mesmo instante do dia 1 de setembro, diz a vítima, foi possível ver o comissário que o atropelou, pela primeira e última vez, quando apareceu na referida esquadra onde teria confidenciado com agentes em serviço, sendo que minutos depois o jovem, ainda com escoriações do acidente, foi transferido para o comando municipal da PN de Talatona.


“Tiraram-me daquela esquadra, alegando que não tinham como abrir o processo lá, e que ele me encontraria na outra esquadra, quando na verdade ele estava a caminho da mesma. O senhor Comissário chegou lá, arrogante, nem teve a humildade de pelo menos pedir desculpas ou assumir os danos. Lhe trincaram numa sala falou com a inspectora e a subinspectora, durante muito tempo. Voltei na esquadra onde lhe guardavam, segundo as agentes, ele goza de imunidade”, concluiu Hamilton Juliana a quem solicitamos para aferir a denúncia.


Tentamos sem sucesso a comunicação com o acusado, comissário Noé António da Silva.



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