As sujeiras de Massano



O actual governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, é apontado pela imprensa de envolvimento em vários casos de corrupção. Por exemplo, em 2018, o Maka Angola apontava-o como principal pivô de algumas das mais nefárias operações bancárias no país.



Entre 2010 e 2015, já tinha sido governador do Banco Nacional de Angola, e desde 2006 até 2010 fora presidente da Comissão Executiva do Banco Angolano de Investimentos (BAI), cargo a que voltou em 2015. Com base em vários documentos a que o Maka Angola teve acesso, Massano foi apontado como sendo parte da pilhagem do Banco Espírito Santo Angola (BESA) e sua transformação em Banco Económico.




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Já percebemos que se tratou de uma “operação” de apropriação e pilhagem levada a cabo pelo triunvirato presidencial da época: Manuel Vicente e os generais Kopelipa e Dino, sintomaticamente conhecidos como “Irmãos Metralha”. Essa operação assentou em duas vertentes.



Na primeira, em Novembro de 2009, o BESA concedeu três créditos, no total de 375 milhões de dólares, a três empresas-fantasma, propriedade dos “Irmãos Metralha”. Estas empresas – Althis Siderurgia, Delta Inertes e Betão e Nazaki Hidrocarbonetos – simularam o levantamento dos 375 milhões de dólares para logo os depositarem na conta da Portmill, que assim comprou 24 por cento das acções do próprio BESA. Esta fraude é clara.



José de Lima Massano aparece como o responsável, na qualidade de presidente da Comissão Executiva do BAI, pela concessão do segundo crédito, também de 375 milhões de dólares, na mesma altura, para a compra das mesmas acções do BESA. Tanto Massano como os “Irmãos Metralha” sabem do desaparecimento deste crédito, que serviu para o enriquecimento ilícito do referido triunvirato.



Considerado como o “rapaz” de Manuel Vicente na banca, e pelos bons serviços prestados a interesses obscuros. José de Lima Massano foi promovido, poucos meses depois, a governador do BNA. Aqui chegamos à segunda vertente: a assembleia-geral realizada a 29 de Outubro de 2014, que reúne todos os requisitos para ser declarada ilícita.



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