Angola na mira da minha lupa- Jorge Madeira



Vezes sem conta sou desafiado por muita gente a “escrevinhar” algumas notas sobre a minha/nossa “Banda Desenhada” (entenda-se, Angola). Infelizmente o corre-corre da luta pela sobrevivência num mundo hoje assolado pela pandemia da Covid e outros males aliado a alguma preguicite minha foram adiando o repto que me foi lançado.


Mudei-me de Angola para o Velho Continente, já lá vão uns 3 anitos. A busca por um novo mundo, outra realidade, hábitos e costumes, bem como melhor condição de vida para os "Monandengues" falou mais alto ao fim de pouco mais de 20 anos de “esperanças idosas''. 




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Numa altura em que o país apesar de mostrar estar a viver outra página da sua já de si conturbada história, fazia lembrar o “anda-pára-pára-anda” na voz do meu colega Neto Segunda, com a informação do trânsito nas manhãs da Rádio Luanda.


Se já naquela altura discordava de muito do que assistia, hoje por hoje convenço-me cada vez mais de que Angola vai adiando o seu futuro não só pela corrupção que encontrou na actual governação o seu  implacável inimigo, mas principalmente por velhos hábitos como a intriga, inveja, bajulação e a devassa da vida alheia.


Tais práticas encontram lugar e espaço quer seja entre familiares, colegas, amigos e porque não desconhecidos. Os anos avançam e para a nossa desgraça, ao invés de seguirmos para frente regredimos todos os dias. Nas conversas do dia-dia o que prevalece é a aparente força dos elefantes MPLA e UNITA, como se fossem os seus militantes, simpatizantes e amigos os únicos filhos e dignos de um país que a todos pertence.


O discurso é tão velho que já cheira a Alho, como dizia o Victor Madeira, meu velhote de saudosa memória. No dia em que despertarmos desse pesadelo político e olharmos para o país com olhos de ver, quem sabe feito José Armando Sayóvo, consigamos atingir a meta na “pole position” do desenvolvimento há muito adiado!!!


Por favor angolanos, “permitam-se”.



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