Alfeu Vinevala, um passo à frente do tempo- Dani Costa




Cruzei-me com o Alfeu Vinevala através da fama que já granjeava por causa dos 'milagres' que fazia no campo, entre os campos do Huambo e do Bié. Todos ouviam falar deste jovem humilde, formado pela vida do campo, que certamente sem cruzar os grandes manuais de gestão de Peter Ducker, administração  com Chiavennato ou mesmo empreendedorismo com indivíduos que vendem os amargos e concorridos sonhos de como nos tornarmos milionários num ápice, muitas vezes de forma enganadora. 

Alfeu adiantou-se no tempo. Quando muitos investiam os dinheiros para a agricultura em mansões, com piscinas, nas supostas fazendas, o jovem fez do campo a sua verdadeira vocação. Sem uma licenciatura em agronomia ou uma pós-graduação em outras áreas conexas. A faculdade da vida fez dele  um dos maiores produtores de batata-rena do país e a ousadia fez-lhe cruzar com a produção de trigo, contrariando as teses daqueles que durante largos anos investiram apenas na economia do navio, ou seja, da importação. 



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Alfeu, hoje conselheiro do Presidente da República, adiantou-se no tempo. Fez do campo a sua casa. O campo o seu modo de vida e do campo o seu ganha pão. São vários os sonhos ainda por concretizar e foi graças ao seu esforço que hoje trilha outros palcos, alguns onde ele nem sequer almejou. Foi 'empurrado' pelo trabalho e pela vontade de vencer. 

Correm várias informações sobre o que ele é, como chegou ao Conselho da República ou sobre o que vem fazendo. Alfeu adiantou-se: quando ainda nos agarrávamos às gravatas, ele preferia a enxada. Quando muitos se atrelavam aos perfumes franceses e não só, o seu suor irrigava os campos para abastecer os mercados de Luanda e exportar o seu produto para a RDC e a Zâmbia. Foram várias as vivências, nas conversas, uma delas até em que o próprio se sentiu incomodado por ter visto a sua foto ao lado de uma 'princesa' angolana, porque, humildemente, Alfeu dizia que não estava naquela dimensão. Passados quatro anos, o agricultor (isso mesmo) pode brilhar por causa do seu trabalho e sem os insultos ou as invecções e maldade que vão sendo disseminadas. 

Um dos responsáveis do Banco Africano já dizia que 'os próximos milionários africanos  sairiam do campo'. Não me espanta que um dia destes o Alfeu venha a ser. Sabes por quê? Antes da resposta desejo um bom almoço a quem ler esta mensagem, porque seguramente a batata-rena que tem à mesa ou o pão que vai degustar tenha saído dos campos que ele possui entre o Huambo, Bié e Cuando-Cubango. Bom apetite...



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