Activistas angolanos denunciam sequelas dos tempos passados na prisão



Activistas angolanos que enfrentaram prisões devido às suas actividades, nomeadamente em manifestações, dizem enfrentar problemas de saúde que, segundo eles, são sequelas dos maus-tratos de que foram alvo.


Dito Dali, Nito Alves, Albano Bingu Bingu e Nicola Radical, todos integrantes do grupo dos 17 activistas detidos em 2015 por uma alegada tentativa de golpe de Estado em 2014, garantem que o seu estado de saúde tem vindo a piorar.





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“Não sabemos se esse regime fez alguma coisa aos nossos corpos, através da água, tinta das paredes das celas ou alguma coisa que acabamos por inalar, hoje muitos de nós temos problemas respiratórios”, disse à VOA Benedito Geremias, mais conhecido por Dito Dalí, que ainda se encontra acamado.


Ele acrescenta que alguns dos activistas recorreram a tratamento médico, enquanto outros apenas agora vão se manifestando.


Entretanto, Albano Bingu Bingu diz estar muito “preocupado com estes problemas”, que também afectam outros colegas, “como Nito por exemplo, tem problemas psicológicos e precisa de um acompanhamento”.


O activista e militante da UNITA, Luther King, detido e solto na semana passada, conta que aceitou comer apenas o que lhe foi entregue pela mãe e que, por agora, está bem.


A VOA contactou o Director Nacional da Comunicação Institucional dos Serviços Prisionais, Menezes Cassoma, que remeteu-nos para a elaboração de uma solicitação à hierarquia superior.


VOA 



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