A vez da Dalva Ringote- Graça Campos



Quem tem acompanhado as intervenções de Dalva Ringote no programa “Política no Feminino”, da Televisão Pública de Angola, concordará que ela não é exactamente o que se poderia chamar um 0 à esquerda em Economia. Muito pelo contrário. Em alguns domínios dessa ciência ela tem revelado sólidos conhecimentos.

Porém, a garra, a determinação e, sobretudo, o fanatismo com que defende o discurso oficial sempre deixaram subentender que a senhora não se contentava apenas com a sua condição de comentadora do programa. Sempre ficou mais ou menos evidente que ela olhava para lá da cortina.


Nas circunstâncias em que ocorre, a nomeação da benguelense Dalva Maurícia Calombo Ringote Allen para o cargo de secretária de Estado para a Economia difícil e impossivelmente será dissociada do prémio à bajulação. 

Dalva Ringote, como outros antes, também entra no Executivo com o selo de bajuladora. O que é uma pena. 

Afinal, ela demonstrou ter conhecimentos que podiam catapulta-la para patamares superiores, sem passar necessariamente por aquele tirocínio televisivo, em que os aspirantes a algum pódio são obrigados a dar tudo o que têm – e, às vezes, até o que não têm – no alinhamento ao discurso oficial e, sobretudo, ao “big boss”.




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